Mês: Dezembro 2009

Tim – Colleen McCullough

TimTim, foi de facto uma das melhores surpresas (senão a melhor) literarias de 2009… o livro já não é novo, mas foi para mim a descoberta de Colleen McCullough. À muitos anos recomendaram-me «Pássaros Feridos» que está na calha para o novo ano. lembro-me vagamente da série televisiva, mas nunca tinha lido nada desta autora, que me encantou pela fluidez e magia da sua escrita. Tim é de facto um romance exemplar! a linguagem utilizada pela autora, é ligeiramente diferente da utilizada hoje em dia, mas Tim foi publicado a 35 anos atras. Uma história comovente de um rapaz com limitações do foro psicológico, que conhece Mary Horton uma velha solteirona e pouco dada a afectos. a relação entre os dois vai crescendo, tal como a aprendizagem de Tim, em que Mary tanto se esforça. é de uma ternura incrivél este livro, embora o final tenha sido… um quanto tanto á pressa, quebrando um pouco a magia criada na história. uma das cenas que me tocou, foi logo no inicio do livro em que os colegas de Tim lhe trocam a sandwiche de doce de Alperce, por uma de «Salsicha» conseguiu arrancar-me uma gargalhada pelo insólito da situação e pelo seu desenvolvimento. (para que m leu Tim, sabe do que estou a falar, para quem nunca leu, não vale a pena contar) O livro Tim teve a sua adaptação ao cinema, sendo estrelado por um então muito jovem Mel Gibson. Tim a minha última leitura de 2009 , considero que fechei o ano com chave de ouro. li, gostei e recomendo… estou pronto para uma nova história de Colleen McCullough que me fez lembrar Marion Zimmer Bradley em «Salto Mortal».

SINOPSE:
Mary Horton, solteira na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, com o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville, que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida, ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.

 

Um Excelente 2010!

2010

O Blog Página a Página deseja a todos os Visitantes e Amigos

um excelente 2010

recheado de coisas boas e de muitas paginas repletas de Grandes Histórias

Feliz Ano Novo a todos

As Coisas que nunca Dissemos – Marc Levy

as coisas que nunca dissemosLi este livro de Levy antes de «Os Filhos da Liberdade» como meu autor favorito tinha obviamente de fazer uma pequena critica do livro tal com tenho feitos dos restantes 6 que já li deste autor que recomendo a quem não conhece. Marc Levy continua fiel a ele próprio, escrevendo pequenos romances (que raramente ultrapassam as 300 páginas) geniais, comoventes, hilariantes e bem insólitos como este «As Coisas Que nunca Dissemos». trata-se da história de um pai e de uma filha que por diversas razões não se conseguem entender, e estão practicamente de relações cortadas, até ao dia em que a jovem Julia decide casar… no dia em que prova o vestido de noiva recebe um telefonema a comunicar-lhe a morte do pai… abalada Julia percebe que muitas coisas ficaram por dizer, o funeral é marcado precisamente para o dia e hora em que Julia deveria subir ao altar e a questão põe-se deverá Julia adiar o casamento ou acompanhar o pai (quase um estranho para ela) à sua última morada. posteriormente Julia recebe em casa uma enorme caixa… ao abri-la a jovem descobre lá dentro…  uma  replica fiel… do pai, um fruto de alta tecnologia, que lhe lança um desafio, recuperar o tempo perdido e conhecer verdadeiramente o seu pai… um livro imperdível, com um final mais que previsível, mas que deve ser lido e descoberto. gostei bastante e recomendo.

SINOPSE:
Julia Walsh sempre teve uma relação difícil com o pai. Quase nunca se viam, mal se falavam e, das raras vezes em que estavam em contacto, acabavam sempre a discutir. Três dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema da secretária do pai. Tal como ela esperava, Anthony Walsh não vai poder comparecer ao seu casamento. Contudo, tem uma justificação inabalável: está morto. Julia não consegue deixar de ver o lado tragicómico da situação. De um momento para o outro, passa da preparação de um casamento para a preparação de um funeral. Até depois de morto, Anthony Walsh parece ter o dom de transtornar a vida da filha. Mas, a seguir ao funeral, Julia descobre que o pai tinha mais uma surpresa reservada: a maior aventura da sua vida e, finalmente, uma oportunidade de dizer tudo aquilo que sempre calou… No seu comovente e divertido novo romance, Marc Levy cria um mundo de intriga e suspense, através de uma história sobre a força do amor.