A Cabana – William Paul Young

a cabanaConfesso que me deixei levar pelas opiniões (principalmente de outros bloggers que tal como eu lêem e depois dão  a sua opinião sobre o que leram) o segundo motivo, foi definitivamente pelo excesso de cabaninhas que vi a saltitar nas prateleiras dos hipermercados, livrarias e similares. e…  (infelizmente) deixei-me  levar. isto para dizer que o livro a cabana chegou ao fim. (Por fim).
Antes de o ler a primeira ideia que me veio à cabeça foi a comparação desta cabana com um livro chamado «Conversas com Deus» que posteriormente teve um 2º volume. Não sou católico, ou outra coisa qualquer, mas por regra (salvo excepções) não gosto de fazer juízos antes de “provar”. (neste caso de ler)
Polémicas à parte com o autor… e quer se acredite ou não em Deus, esta história que por sinal até começou bem, pela sua narrativa fluída, rapidamente se transformou numa leitura desinteressante e a na maioria das vezes aborrecida de morte, lemos, lemos e lemos, até ao final e ….
William P. Young, não veio acrescentar nada de novo que  Neale D. Walsh ou até mesmo a esotérica Alexandra Solnado já não tenham feito. Acredito que não fosse esse o objectivo do autor, visto ser um livro que segundo ele era destinado ao seus filhos. (bem… mas lá ganhou uns cobres à conta da malta)
Outros dos pontos exagerados deste romance-ficção são as capas cheias dos tais “não sei quantos milhões de livros vendidos”! e as contra capas sugerindo ser um livro obrigatório para oferecer a quem se ama! ou ainda o: «Um livro que mudará a sua vida para sempre» este ataque de markting é sem dúvida exagerado…. e que realmente pode mudar mentalidades eas carteiras do autor e dos editores.
Praticamente todas as criticas que tenho lido em blogues similares ao meu, são muito positivas e algumas exageradamente positivas de pessoas que ficaram surpreendidas com este livro. Lamento mas tal não aconteceu comigo, recomendo então a quem se surpreendeu com A Cabana que leia »Conversas com Deus» em que alguém conversa com o “criador”, num tu cá tu lá, como se fossem velhos amigos do liceu, em que um faz  perguntas pertinentes e o outro dá respostas idiotas.
Quanto à cabana,  acho que quem o quer ler o deve ler (e não guiar-se por opiniões positivas ou como a minha menos positiva).

Provavelmente não terei entendido A Cabana, (e não me falem de fé).
A Cabana em determinada altura fez-me lembrar os milhares de livros de auto-ajuda, que se fossem bons davam-se, não se vendiam.
Foi dos livros, mais chatos que li nos últimos anos.

Sinopse:
E se Deus marcasse um encontro consigo?
As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada.
Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana.
Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.

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5 comments

  1. Olá, Nuno
    Se me permites, acho que entraste na leitura com expectativas demasiado elevadas e já com termos de comparação definidos. Talvez isso te tenha condicionado a leitura…
    Como sabes, gostei muito do livro, mas não o enquadraria na categoria de auto-ajuda, assim como não acredito em livros que “mudam vidas” (aí, já temos marketing e eu sou muito desconfiada!). Este é um livro para ler de espírito aberto e pode-se tirar dele muita coisa, alguma coisa ou nada… Daí a magia da leitura e da literatura 🙂
    Posto isto, tenho a dizer que gostei de ler a tua opinião. A diversidade de opiniões é uma mais-valia na blogosfera e nem sempre navegamos a favor da corrente.
    Beijinho e boas festas!

    1. Ola ligia, obrigado pelo teu simpatico e honesto comentario. pois as opinioes sao sempre assim… e ainda bem, mas fiquei tb. surpreendido, visto quase todas as criticas terem sido bastante positivas quanto a este livro, eu muito honestamente não consegui. não me cativou nem um pouco, provavelmente teras razão quando dizes que estaria com expectativas demasiado altas em relaçao ao livro, isso as vezes implica determinadas desilusões. acredito que tenha sido o caso. uma vez mais obrigado pelo teu comentario são sempre bemvindos. feliz natal.

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