CIDADE PROIBIDA – Eduardo Pitta

Aquilo que tinha para ser uma excelente (pequena – grande)  história  foi perdendo o fôlego no decorrer da mesma. Num estilo demasiado cru, que não me chocou minimamente, descobri Eduardo Pitta, não poderei fazer comparações, pois nunca tinha lido nada do autor. Lembrei-me vagamente de  3 outras histórias que li à uns anos do Peruano  Jaime Bayly (dentro do mesmo género), começam excelentemente bem, quebrando todas as regras e perdem todo  o entusiasmo em futilidades desnecessárias (apenas perceptíveis para alguns) e que perdem completamente o rumo… a determinada altura, creio que nem os personagens sabem muito bem quem são, ou para onde vão. Mordaz e socialmente incorrecto Pitta não tem papas na língua e trata as coisas pelo nome  o autor  consegue (a meu ver) criticar e bem a hipocrisia de uma determinada classe social, espetando os seus alfinetes aqui e ali. (muitas vezes me levou a pensar se o texto não teria o seu quê de auto-biográfico).

Não considero de forma alguma esta cidade proibida um livro gay e escrito para gays, como li várias vezes nas críticas que fui apanhando aqui e além. Para mim é um retrato de uma sociedade retrógrada, hipócrita e machista que nos é dada a conhecer pelo autor (apenas um pouco) de uma determinada “classe” , do seu comportamento tantas vezes egoísta e elitista.

Cidade Proibida é uma história, feita de várias histórias e que nos faz crer que todas juntas nos levam a algum lado, no fim acabam por não ir a lado nenhum…

Deixo “os escritos nas entrelinhas” para os Pseudo-Eruditos  do costume. Esperava mais … e melhor.

Sinopse:

Embora dê aulas em Lisboa, é em Londres, na Primavera de 2001, que Rupert conhece Martim. O encontro muda a vida dos dois. De regresso a Portugal, Rupert troca o seu modo de vida pelo de Martim. Por seu intermédio, acede a um meio que lhe é completamente estranho, o das famílias tradicionais com casa no Estoril e assento em poderosos conselhos de administração. Contrariado, vê-se obrigado a privar com um grupo de homens arrogantes com quem Martim estava habituado a programar temporadas de ópera em Nova Iorque e Salzburgo, carnavais em Veneza e compras em Milão. Rupert sabe que não faz parte desse mundo. Tudo visto, a única cedência de Martim foi ter concordado em deixar o gato em casa da mãe para ir viver consigo. No resto manteve-se inflexível. E certo alheamento da realidade fez com que levasse tempo a perceber que a história de ambos era atravessada por zonas de sombra… Cidade Proibida é o retrato de uma certa Lisboa, na actualidade

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