Mary Shelley morreu á 160 anos

 Estreia, no próximo sábado, em Londres, no Olivier Theatre de Londres, da peça homónima levada aos palcos por Danny Boyle, vencedor do Óscar para melhor realizador em 2009 com Quem Quer Ser Bilionário?. A peça será transmitida em directo para cinemas do Reino Unido e de todo o mundo no dia 17 de Março.

Para 2013, está prevista a chegada aos cinemas de uma nova versão de Frankenstein, desta vez pela mão de Guillermo del Toro, realizador de O Labirinto do Fauno e Hellboy.

Mary Wollstonecraft Shelley (Londres, 30 de Agosto de 1797 — Londres, 1 de Fevereiro de 1851), mais conhecida por Mary Shelley foi uma escritora britânica, filha do filósofo William Godwin e da pedagoga e escritora Mary Wollstonecraft. Casou-se com o poeta Percy Bysshe Shelley em 1816, depois do suicídio da sua primeira esposa.

Mary Shelley foi autora de contos, dramaturga, ensaísta, biógrafa e escritora de literatura de viagens, mais conhecida pela sua novela gótica Frankenstein: ou O Moderno Prometeu (1818). Editou e promoveu também os trabalhos do seu marido.

Algumas partes dos romances de Mary Shelley, são muitas vezes interpretados como passagens mascaradas da sua vida. Críticos apontam para a recorrência do motivo pai-filha, em especial, como prova deste estilo autobiográfico. Por exemplo, os críticos frequentemente leram Mathilda(1820) como autobiográfica, identificando os três personagens centrais como versões de Mary Shelley, William Godwin, e Percy Shelley. Mary Shelley confidenciou que ela inspirou os personagens centrais de The Last Man no seu círculo italiano. Lord Raymond, que deixa a Inglaterra para lutar com os gregos e morre em Constantinopla, é baseado em Lord Byron e o utópico Adrian, Conde de Windsor, que leva os seus seguidores em busca de um paraíso natural e morre quando afunda o seu barco numa tempestade, é um retrato ficcional de Percy Bysshe Shelley. No entanto, como ela escreveu na sua resenha do livro de Godwin Cloudesley (1830), ela não acreditava que os autores “eram apenas cópias dos seus próprios corações”.  William Godwin foi referido como personagem da sua filha mais como tipos ao invés de retratos da vida real. Alguns críticos modernos, como Patricia Clemit e Jane Blumberg, tomaram a mesma opinião, persistindo em leituras de obras de Mary Shelley como autobiográficas.

Mary Shelley empregava técnicas de diferentes géneros de romances, mais intensamente o romance godwiniano, o romance histórico de Walter Scott, e o romance gótico. O romance Godwiniano, feito popularmente durante a década de 1790 com as obras de Godwin Caleb Williams (1794), “empregava uma forma confessional rousseauniana para explorar as relações contraditórias entre o indivíduo e a sociedade” e Frankenstein exibe muitos dos mesmos temas e recursos literários dos romances de Godwin No entanto, Shelley critica os ideais do Iluminismo que Godwin promove nas suas obras. Em The Last Man, ela usa a forma filosófica do romance godwiniano para demonstrar a insignificância do mundo. Enquanto em romances godwinianos anteriores tinham mostrado como indivíduos racionais poderiam melhorar lentamente sociedade,The Last Man e Frankenstein demonstram a ausência do indivíduo no controlo sobre a história.  Shelley usa o romance histórico para comentar sobre as relações de género, por exemplo,Valperga é uma versão feminista do género machista de Scott. Apresentando as mulheres na história que não fazem parte do registro histórico, Shelley utiliza as suas narrativas para questionar instituições teológicas e políticas. Shelley marca a ganância compulsiva do protagonista masculino para a conquista, em oposição a uma alternativa feminina: razão e sensibilidade.  Em Perkin Warbeck, outro romance histórico de Shelley, Lady Gordon defende os valores da amizade, da vida doméstica e igualdade. Através dela, Shelley oferece uma alternativa feminina à política do poder masculino que destroe os personagens do sexo masculino. O romance apresenta uma narrativa histórica mais abrangente de modo a desafiar aquela que geralmente refere-se apenas aos eventos masculinos. (Fonte: Wikipédia)- (Ver Mais…)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s