Palácio da Lua – Paul Auster

palácio da luaExistem apenas duas palavras para descrever Palácio da Lua: Extraordinário e inesquecível. Continua até hoje para mim a ser um dos meus livros preferidos e sem dúvida uma das melhores obras escritas pelo Americano Paul Auster.

Palácio da Lua é uma verdadeira fábula dos tempos modernos, Marco Fogg (qual Marco Polo ou Phileas Fogg) um jovem ofão de pai e mãe decide partir em busca de novos caminhos e sobretudo partir à descoberta de si próprio, numa verdadeira epopeia de descobertas em que nada acontece ao acaso ou por coincidência. Talvez tudo seja obra do destino.

Marco recebe de herança 1492 livros, coincidência! (ou não fosse esse o ano em Colombo descobriu as Américas) e tal como Colombo, parte à descoberta de um novo mundo (o seu) descobrir-se a si próprio talvez seja uma tarefa difícil mas… não há como voltar atrás.

Para fazer face às dificuldades vai vendendo livro a livro, até que arranja um “emprego” original… entra ao serviço de Effing um velho homem cego, paralítico e de mal com a vida) Marco lê para o idoso que nunca está satisfeito com nada e eis que se dá um verdadeiro milagre! As duas vidas estão ligadas por laços bem mais fortes do que o leitor e o protagonista julgam. (é maravilhoso).

Uma das cenas que mais me marcou é deliciosamente hilariante e acontece já na recta final em que Marco após uma série de descobertas e ” muitas” coincidências sobe ao alto de um prédio juntamente com o seu… e juntos lançam algo que põe os transeuntes em verdadeiro delírio.

Não irei aprofundar muito mais a história para não retirar a surpresa a quem queira ler este livro. Eu já o li á uns bons anos e nunca mais o esqueci. É um livro maravilhoso.

* Paul Auster encontra-se traduzido em Portugal pela ASA, sendo a capa diferente daquela que eu possuo que é da Edit.Presença.

SINOPSE:
«Palacio da Lua» é a narração do processo de crescimento do jovem Marco Fogg, a um passo do estado adulto. Marco está neste romance um pouco como Marco Polo quando iniciou a sua viagem até ao Extremo Oriente. Fogg, por outro lado, tem algo de Phileas Fogg que partiu para a volta ao mundo em 80 dias para tudo ver e experimentar. Apenas, a viagem de Marco Fogg é, não tanto uma viagem física, mas uma viagem no espaço interior da personagem. Esta viagem tem as etapas essenciais da morte e do amor, e a estrutura do ser vai-se construindo. Nos princípios da vida de Marco Fogg, ínicios dos anos 60, acontece a primeira viagem à Lua e, desde então, a Lua é a presença constante num firmamento nem sempre límpido. A Lua que representa a força do imaginário do autor e a mudança de fase na vida de Marco Fogg.

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2 comments

  1. Eu estou a ler agora mesmo (comecei hoje e acho que ainda o acabo) “O caderno vermelho”, embora seja uma novidade para mim. Entusiasmei-me quando veio a Madrid em Fevereiro apresentar o seu último livro “Diário de Inverno”, e pedi também “O caderno vermelho” através do Winkingbooks. Segundo o que dizes, parece que acertei..pelo menos no autor 🙂

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