A ARTE DE MATAR DRAGÕES – Ignácio Del Valle

a arte de matar dragões

Já o tinha dito anteriormente que tenho algum fascínio por este género de livro e especialmente por este período tão negro da história. Desengane-se quem de repente pelo titulo “A arte de matar dragões” julgar estar perante um livro de fantasia, ou da história de um princípe corajoso que defende a sua amada de uma terrível e monstruosa criatura… (bem esta segunda opção… tem mais alguma coisa que se lhe diga)

Arturo Andrade um Tenente ao serviço das secretas do regime de Franco, com demasiados demónios dentro de si próprio, tenta a todo o custo esquecer e esconder um misterioso passado, no entanto mostra algumas fragilidades e muitas vezes dúvidas sobre o qual o seu lado da barricada. Arturo é incumbido de descobrir o paradeiro de um quadro chamado “A arte de matar Dragões” que desapareceu misteriosamente aquando da transferência de objectos de arte do museu do Prado.

Um livro que nos sustém a respiração “quase” até ao fim, numa teia de intrigas e mistérios muito bem tecida. Uma mistura de romance histórico e policial que se diluem num só de uma forma soberba. pelo meio uma história de um amor cego e impossível que poderá mudar o rumo da vida de Arturo.

De salientar o final trágico e verdadeiramente magistral deste livro… um final sangrento e desinquitante que nos deixa à espera de mais.

Embora tenha sido o segundo livro de Ignácio del Valle publicado em Portugal, “A arte de matar dragões” é o o primeiro volume de uma trilogia com o protagonista deste livro Arturo Andrade. O autor garantiu entretanto que afinal ainda haverá um quarto livro com este personagem cheio de demónios e dragões. “O Tempo dos Imperadores Estranhos” e “Os demónios de Berlim” os restantes livros estão já editados em Portugal pela Porto Editora. No passado dia 26 de Abril foi editado em Espanha o mais recente romance de Ignácio del Valle (Busca mi Rostro).

Irei com certeza voltar a este autor muito em breve. Li, gostei e recomendo.

Sinopse: Arte de Matar Dragões não é apenas um romance de mistério sobre traficantes de arte e ajustes de contas na Espanha do pós-guerra. É também a história de um amor impossível, e um relato iniciático onde o quadro de um anónimo pintor italiano parece ocultar um segredo que se sobrepõe à razão e à história, preservando o espírito da cavalaria medieval através dos séculos num país dominado pela crueldade e pelo ódio.
Pouco depois do fim da guerra civil, os serviços secretos do Alto Estado-Maior franquista recebem a missão de localizar A Arte de Matar Dragões, um quadro desaparecido durante a transferência do espólio do Museu do Prado para o estrangeiro ordenada pelos republicanos. A ordem vem do próprio Serrano Suñer, cunhado do ditador, e caberá a Arturo ¿ um agente de passado obscuro e duvidosas convicções políticas ¿ investigar o desconcertante périplo da obra.
A Arte de Matar Dragões foi galardoado com o Prémio Felipe Trigo de Novela, revelando o seu autor, Ignacio del Valle, como uma das vozes mais originais e marcantes da narrativa espanhola recente.

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