Sugestões de Leitura – Maio 2013

4

Mais uma grande tarde à Roda dos Livros, mais um encontro do nosso grupo que já é quase uma família. Mais um mês de leituras, de livros, de autores, de experiências e de muita partilha. Foi muito bom rever cada um vós e como sempre senti-me em casa. Tenho a certeza de que sentem o mesmo. Demos as boas vindas a mais um membro desta vez a Patrícia, do “Ler por aí”. Tenho a certeza de que a Patrícia gostou de estar connosco e de partilhar esta sua paixão pela leitura, com esta Roda de gente bem disposta. Deixo-vos então as escolhas do mês e as propostas de leitura que hoje “andaram à roda” e que partilho também com os visitantes do Página a Página. Voltaremos a encontrar-nos no próximo mês, até lá boas leituras e um abraço a todos.

Deixo-vos também o link para um artigo da Tânia Ganho lido na Roda pela Cristina Delgado e que está no blogue: “O Tempo entre os meus livros

Da seguinte lista, fiquei com muita curiosidade em relação às escolhas da Cristina (que já veio comigo) do Jorge Galvão, da Mª Paula Melaneo, do Jorge Navarro, da Márcia e também a proposta da Vera.

18 Porto Editora reedita um dos mais importantes romances de Luis S 3 4 5 6 7 8
 Patrícia
 Cristina
 Renata  Paula  Nuno  Jorge Galvão  Sónia Isabel

O Evangelho do Enforcado / David Soares 

Nuno Gonçalves, nascido com um dom quase sobrenatural para a pintura, desvia-se dos ensinamentos do mestre flamengo Jan Van Eyck quando perigosas obsessões tomam conta de si. Ao mesmo tempo, na sequência de uma cruzada falhada contra a cidade de Tânger, o Infante D. Henrique deixa para trás o seu irmão D. Fernando, um acto polémico que dividirá a nobreza e inspirará o regente D. Pedro a conceber uma obra única. E que melhor artista para a pintar que Nuno Gonçalves, estrela emergente no círculo artístico da corte? Mas o pintor louco tem outras intenções, e o quadro que sairá das suas mãos manchadas de sangue irá mudar o futuro de Portugal. Entretecendo História e fantasia, O Evangelho do Enforcado é um romance fantástico sobre a mais enigmática obra de arte portuguesa: os Painéis de São Vicente. É, também, um retrato pungente da cobiça pelo poder e da vida em Lisboa no final da Idade Média. Pleno de descrições vívidas como pinturas, torna-se numa viagem poderosa ao luminoso mundo da arte e aos tenebrosos abismos da alienação, servida por uma riquíssima galeria de personagens.


Um Blues Mestiço / Esi Edugyan 

Se não contares a tua própria história, alguém o fará. E possivelmente fá-lo-á mal… Paris, 1940. Em plena ocupação alemã, Hieronymous Falk, um jovem e brilhante trompetista de jazz, é detido num café, desaparecendo completamente de circulação. Tinha apenas vinte anos, era cidadão alemão e… negro. Cinquenta anos depois, Sid, antigo companheiro de banda e única testemunha desse fatídico acontecimento, ainda se recusa a falar do assunto. No entanto, quando Chip, outro ex-companheiro, lhe mostra uma misteriosa carta que recebeu de Hieronymous, vivo e de boa saúde, Sid enceta uma dolorosa viagem ao passado. Da agitação dos bares clandestinos da Berlim do início da Segunda Guerra aos salões de Paris, irá reviver a paixão pela música, a camaradagem e a luta diária de então, mas também as invejas, as traições em nome da arte e o sentimento de culpa… Um romance extraordinário sobre o mundo do jazz, mas também sobre os limites da amizade, o racismo e a fragilidade dos que vivem à margem


O Assassino cego / Margareth Atwood 

Com este livro, Margaret Atwood, considerada a maior escritora canadiana da actualidade, viria a ganhar o maior prémio das letras de língua inglesa, o Booker Prize 2000. É um romance amargo, entretecido de várias histórias, onde o envelhecimento, sobretudo o envelhecimento feminino, muitas vezes causador de angústia, é tema fulcral. Laura Chase suicidou-se aos 25 anos, no dia em que terminava a Segunda Guerra Mundial, e deixou à sua irmã mais velha, Iris, cinco cadernos escolares que ambas haviam usado em crianças. Já afastada da família, Laura utilizara as páginas que estavam em branco para escrever o relato de uma aventura amorosa. Embora o parceiro dessa aventura não apareça identificado, Iris supõe que seja um amigo de adolescência, por quem as duas irmãs rivalizaram. O amante conta a Laura histórias fantásticas, que inventa para serem publicadas em revistas de cordel. Uma dessas histórias, passada no futuro, num país extraterrestre, tem precisamente por título “O Assassino Cego”. Iris pega nestes relatos e publica-os, como um romance póstumo da irmã. O êxito do livro é enorme e os leitores começam a fazer peregrinações ao túmulo de Laura, que enchem de crisântemos brancos. Iris não gosta destas homenagens e começa a vir ao de cima a inveja, a rivalidade, mesmo o ódio, já antigos (embora sempre disfarçados) que tinha para com a irmã.


Os Cantos / Maria Filomena Mónica 

Descendente de uma ilustre família açoriana, José do Canto apaixonou desde logo Maria Filomena Mónica que lhe dedica a obra que já classificou como o «livro da sua vida». Nascido em 1820, José do Canto era, no sentido próprio do termo, um ‘vitoriano’. Apesar de natural de São Miguel e não de Inglaterra, a sua cultura era cosmopolita, sem no entanto jamais deixar de ter saudades da neblina, do mar e das laranjeiras da sua ilha – que queria perfeita. Foi por isso que a deixou e, por isso, que, muitos anos passados, a ela voltou. Nesta obra biográfica, Maria Filomena Mónica conta a história desta família em várias gerações, num retrato vivído e apaixonante de uma época.


Esteja eu onde estiver /Romana Petri 

Custódia, Margarida e Maria do Céu são as três mulheres de uma emocionante saga familiar que tem início nos anos quarenta e termina nós nossos dias. Situada numa Lisboa de beleza mágica, mas oprimida por uma ditadura que parece interminável, os seus trágicos destinos entrecruzam-se para sempre. Manuel, Carlos e Tiago são os homens que, passadas as suas falsas esperanças, as empurram para o sofrimento e o sacrifício. Onde quer que eu esteja é, acima de tudo, a história de uma maternidade sem limites, a frase que uma mãe profere antes de morrer aos filhos que não quer abandonar. Fresco de um Portugal fechado, dolente e trágico, do longo caminho percorrido pelo povo que, depois de forçado ao silêncio, encontrará a coragem de ser moderno escolhendo a liberdade.


O Viajante Cego/ Jason Roberts 

Era simplesmente conhecido como o «Viajante Cego», um aventureiro solitário e invisual que, de modo impressionante, lutou contra o comércio de escravos em África, sobreviveu a um cativeiro gelado na Sibéria, caçou elefantes tresmalhados no Ceilão e ajudou a desenhar mapas do interior australiano. James Holman (1786-1857) tornou-se numa das «grandes maravilhas do mundo, que tão sagazmente explorou», ultrpassando não só a cegueira, mas também terríveis atrocidades, a pobreza e a interferência das autoridades. A sua maior proeza foi uma circum-navegação do globo, uma inspiração para Charles Darwin e Sir Richard Francis Burton. Este livro é uma redescoberta fascinante e comovente de uma das vidas mais aventureiras da nossa História. Baseado numa pesquisa meticulosa, Jason Roberts conduz-nos através do reino sensorial, vívido e único, do Viajante Cego e arrasta-nos numa jornada extraordinária pelos mundos ainda desconhecidos do século XIX. Rico em suspense, humor, intriga internacional e personagens inesquecíveis, esta história desperta-nos para os nossos próprios sentidos de assombro e deslumbramento.


Os Excluídos /  Elfriede Jelinek 

PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA 2004 – Em Os Excluídos, Elfriede Jelinek escreve como um anjo sombrio sobre tudo o que de sórdido há em cada indivíduo, e, pela sua soma, na sociedade em geral, demonstrando como as acções do presente são determinadas pelos pensamentos do passado.


O Tecido do Outono / António Alçada Batista 

Filipe casara ainda jovem com Matilde, mas nunca fora capaz de classificar a relação de ambos. Aos trinta anos encontra Bárbara, uma mulher que partilha com ele a procura incessante pela esfera do divino. Com ela vive uma forte paixão pautada, no entanto, pelo fatalismo. Só então, magoado, redescobre Matilde, também ela agora com algumas cicatrizes… É esta a história do mais recente romance de António Alçada Baptista, onde volta a surpreender, com o tom afectivo com que tem vindo a conquistar tanto os fiéis como novos leitores. Há pouco tempo, Alçada Baptista começava assim uma entrevista ao DNA: « Muitos escritores dizem: ” A escrita é a minha razão de viver.” Eu digo: ” Viver é a minha razão de escrever.” A vida interessa-me muito mais que a escrita.» Talvez seja essa a razão por que esta escrita, tão próxima da vida, cative tantos leitores.

9 A Escolha da Mª Paula Melaneo
A Máquina de fazer Espanhóis / valter hugo mãe – Alfaguara

Esta é a história de quem, no momento mais árido da vida, se surpreende com a manifestação ainda de uma alegria. Uma alegria complexa, até difícil de aceitar, mas que comprova a validade do ser humano até ao seu último segundo. a máquina de fazer espanhóis é uma aventura irónica, trágica e divertida, pela madura idade, que será uma maturidade diferente, um estádio de conhecimento outro no qual o indivíduo se repensa para reincidir ou mudar. O que mudará na vida de antónio silva, com oitenta e quatro anos, no dia em que violentamente o seu mundo se transforma?

10A Escolha do Jorge Navarro:
A Irmã de Freud / Goce Smilevski – Alfaguara

Em 1938, numa Áustria ocupada pelo regime nazi, Sigmund Freud recebe um visto para fugir para Londres e, assim, escapar à ameaça de terror. Da lista de 16 pessoas que pretende levar consigo fazem parte a cunhada, o médico, as criadas e até o seu pequeno cão, mas nenhuma das suas quatro irmãs. É pela voz de uma delas, Adolfine, que conhecemos esta história assombrosa sobre a família Freud. Deportada para o campo de concentração de Terezín, «a melhor e mais doce irmã» do psicanalista conhece Ottla, a irmã amnésica de Franz Kafka, a quem confidencia as suas memórias. Emerge o retrato de uma menina sensível e doente que vive a infância em simbiose com o irmão Sigmund, o mentor que a guiava na descoberta da vida. O retrato de uma jovem inconformada com o papel que a sociedade lhe impõe, amargurada pelo desprezo da mãe e pela partida do irmão. Por fim, o retrato de uma mulher só, que se sente apenas meia mulher por nunca ter sido mãe. O cenário da história da família é a Viena da viragem do século, uma época de incomparável esplendor artístico e intelectual, que serviu também, e ironicamente, de pano de fundo a alguns dos acontecimentos mais traumáticos do século XX.

11 A Escolha do Pedro:
O Aroma / Radhika Jha – Dom Quixote

Este romance tem como protagonista Leela Patel nascida em Nairobi, separada do resto da família para melhor sobreviver em Londres e Paris, e que tem uma vida cheia de precalços, uns mais negativos que outros,nessa luta tenaz pela sobrevivência e o amor e que vai pontuando com uma grande sensibilidade pesspoal aos odores, quer nos seus afectos e relações amorosas quer na descrição de uma forma forma de cozinhar que lhe vem da tradição familiar, da India.

12 A Escolha da Vera:
O Ouro do Inferno / Eric Frattini – Porto Editora

Berlim, 1945: entre os escombros de uma capital arrasada, Hitler enfrenta as suas últimas horas de vida. Ou será que não? Numa Europa devastada pela segunda guerra mundial, o jovem seminarista August Lienart vê-se implicado numa operação de grande escala: uma organização enigmática tenta encontrar uma via de escape para os nazis e lançar os alicerces para a construção do Quarto Reich. Quem estará por trás da sinistra organização secreta em cujas teias se enreda Lienart? Estará a Igreja Católica envolvida na fuga dos criminosos de guerra? Uma incrível e fascinante intriga, plena de suspense e mistério, até à última página.

13 A Escolha da Márcia:
Ainda Alice / Lisa Genova – Caderno

O mundo de Alice é perfeito. Professora numa conceituada universidade, é feliz com o marido, os filhos, a carreira. E tem uma mente brilhante, admirada por todos, uma mente que não falha… Um dia, porém, a meio de uma conferência, há uma palavra que lhe escapa. É só uma palavra, um brevíssimo lapso. Mas é também um sinal de que o mundo de Alice começa a ruir. Seguem-se as idas ao médico e, por fim, a certeza de um diagnóstico terrível. Aos poucos, Alice vê a vida a fugir-lhe. Amada pela família, unida à sua volta, é ela que se afasta, suavemente arrastada para o esquecimento, levada pela Alzheimer. Ainda Alice é a narrativa trágica, dolorosa, de uma descida ao abismo, o retrato de uma mulher indomável, em luta contra as traições da mente, tenazmente agarrada à ideia de si mesma, à memória de uma vida e de um amor imenso.

Anúncios

2 thoughts on “Sugestões de Leitura – Maio 2013

    1. Este projecto começou em Janeiro deste ano (2013) e juntamos-nos todos os meses na biblioteca Municipal dos Olivais, se estiveres por perto e te quiseres juntar a nós…. as portas estão abertas. Vale bem a pena é sempre uma tarde bem passada e bem disposta.
      Entretanto já nos juntámos e estamos também em forma de blogue em: http://rodadoslivros.wordpress.com/

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s