A Culpa é das Estrelas – John Green

a culpa é das estrelas

Este é daqueles livros que apetece terminar e falar sobre ele, mas essa é a parte pior… Existem tantas coisas por dizer sobre “A culpa é das  estrelas”.

Era um dos livros que estava incluído no meu desafio de leitura para 2013(mais um livro que veio  da Roda). Confesso que estava algo receoso, primeiro porque já o ano passado tinha lido bastante acerca dele e quase todas as opiniões eram demasiadamente favoráveis, logo as minhas expectativas deveriam ser também muito elevadas… mas tenho-me dado mal quando parto com demasiadas expectativas para determinado livro, depois as críticas (dos “especialistas”) essas são geralmente aquelas que fazem com que não leia os livros, ou não lhes encontre nada de especial.
O facto é que li “A culpa é das estrelas” em 3 dias (o livro também não é grande) mas algo de inexplicável me prendia a esta história e essa é essa parte que tenho dificuldade em explicar. Sabia de ante-mão que tinha na frente um livro que falava de cancro e pior…. cancro em adolescentes, um assunto penoso e que nos toca de forma brutal. Ás primeiras páginas, sabemos que estamos diante da crónica de uma morte anunciada, talvez isso fosse o suficiente para tentar adivinhar o desfecho e preparar-nos para o “baque” final, mas este livro é muito mais do que isso. É um livro que fala de vida e de morte, é um livro repleto de humor e sarcasmo perante a situação… um livro que nos faz ver o outro lado do cancro e que não cai no facilitismo de fazer o leitor ir a correr buscar a embalagem de lenços de papel… mas por diversas vezes foi difícil prosseguir. À medida que a história vai avançando, a dor aumenta de intensidade e os laços que o leitor criou com  Hazel e  Augustus Waters são enormes, começamos a temer por eles e a perceber que o destino de ambos, não está nas nossas mãos…. Não esteve nas mãos do autor… e muito menos nas de Deus.
Senti demasiadas sensações com este livro, por vezes ambos os personagens centrais me irritaram com as suas conversas metafóricas eu dizia para mim mesmo: “nenhum miúdo de 16 anos a morrer de cancro fala assim caramba” e depois lentamente entrei no estado de compreensão. A metáfora de Gus com o “cigarro apagado” ao canto da boca, veio calar a minha irritação e incompreensão.
A viagem a Amesterdão foi sensacional, visualizei os locais, na mesa do restaurante Oranjee, percebi porque raio é que o livro tinha o nome de “A culpa é das estrelas” tive falta de ar ao subir as escadas da casa de Anne Frank ao mesmo tempo que Hazel.
Deixei de escutar Otto Frank e estive ali ao lado daqueles dois miúdos, naquele momento…

A culpa é das estrelas não é apenas um livro que fala de adolescentes com cancro, é um livro mágico, com personagens que saem dele e se tornam parte de nós. Absolutamente fantástico… OK?

SINOPSE: 

Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.

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3 thoughts on “A Culpa é das Estrelas – John Green

  1. Luis Pinto
    29/07/2013 às 9:20 pm
    Convenceste-me! Vou ter de ler isto. Já estava debaixo de olho há algum tempo, mas agora estou a ver que tem mesmo de ser.

    Grande abraço!

  2. José
    29/01/2014 às 7:34 pm
    Concordo totalmente contigo quando dizes que não cai no facilitismo de ser um livro depressivo. Já li o livro há algum tempo mas tenho a ideia de que, apesar de presente, o cancro não é o foco principal da história, mas um elemento que auxilia o seu desenrolar. Em particular, adorei todo o enredo relativo à viagem a Amesterdão e ao escritor Peter van Houten..
    Mesmo assim, não é um livro que me tenha apaixonado, embora tenha gostado.

  3. Nuno Chaves
    29/01/2014 às 7:40 pm
    Concordo contigo, mexe um pouco com o leitor, mas nada do outro mundo.
    Não me sinto inclinado para ler tão cedo outro livro do autor.
    Estou curioso, em relação ao filme.

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