Primeiras edições Fac-similadas da Biblioteca da Universidade de Coimbra

FAC-SIMILADAS

Volta e meia, surgem colecções bastante interessantes de livros que são distribuídos a preços bem simpáticos e que costumo partilhar por aqui, para aqueles que como eu, gostam de livros.
o Jornal Público apresenta uma nova colecção de 16 livros “Fac-similados” da Biblioteca da Universidade de Coimbra, assinalando também os 500 anos da mesma.
São Clássicos da Literatura Nacional, tal qual foram publicados pela primeira vez.
São 16 tesouros da nossa literatura que agora podem ser seus em versão fac-similada. Tipos de letra, escala, ilustrações, paginação e ortografia, tudo replicado ao pormenor para que possa apreciar mais de perto os grandes clássicos portugueses, nas suas primeiras edições, guardados numa das mais magníficas bibliotecas europeias.

BIBLIOTECA UNIVERSIDADE COIMBRA

A BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA
Por: Público

2013 é um ano de festa para a Universidade de Coimbra. No mesmo ano em que a instituição foi considerada Património da Humanidade pela UNESCO, também a sua biblioteca celebra meio milénio de existência.

Na realidade, não se sabe ao certo quando terá sido criada a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC). Por isso, convencionou-se que a data do seu aniversário seria a mais antiga referência ao seu funcionamento. Foi deste modo que se encontrou o dia 12 de Fevereiro de 1513, data assinalada numa acta do conselho das “Scolas Geraes de Studo” que refere alguns problemas no funcionamento da “livraria” da Universidade, então sediada em Lisboa, na zona de Alfama. Na altura, a biblioteca estava, porém, longe de ser aquilo que hoje conhecemos. Em tempos em que o livro era um objecto raríssimo e caro, o seu acervo contabilizava pouco mais de uma centena de volumes. Foram estes volumes que transitaram para Coimbra, quando a Universidade se mudou definitivamente para a cidade do Mondego, em 1537. Ao que parece, porém, só dez anos depois a “Livraria” viria a instalar-se no antigo Paço Real, ficando instalada na antiga sala do guarda-roupa, adjacente à Sala Grande.

O historiador Fernão Lopes Castanheda era então o responsável por esta livraria, que conservava os livros presos às estantes por cadeados, para que não fossem furtados e para que a sua arrumação se mantivesse estável. Só no século XVIII, por força da velha imposição estatutária da existência de uma biblioteca pública na Universidade, a Livraria começaria a ser olhada com outro sentido de exigência.

É essa mudança de atitude que explica o aparecimento de um edifício de raiz, expressamente destinado a guardar os livros da Universidade. De facto, por ordem de D. João V, em pleno palácio universitário, teve início a construção daquela que é ainda hoje conhecida como Biblioteca Joanina. As obras decorreram entre 1717 e 1728 e nelas colaboraram numerosos artistas que, interagindo em rara harmonia, criaram uma das mais extraordinárias bibliotecas universitárias do mundo. Referindo-se concretamente ao edifício esplendoroso que consagra o Saber como até aí apenas se consagravam as realidades divinas, o erudito conde polaco Raczinski considerou-a como “a biblioteca mais ricamente ornamentada” que já havia visitado. Essa mesma atitude de admiração é hoje repetida pelas centenas de milhares de visitantes que vêm a Coimbra para se deixarem tocar pelo mistério de um lugar construído há 200 anos, com tanto requinte, apenas para nele se guardarem livros.

Além do edifício da Biblioteca Joanina, a BGUC é composta pelo chamado “edifício novo”, inaugurado em 1962. A nova biblioteca foi construída entre 1952 e 1958, tendo sido instalada no espaço da antiga Faculdade de Letras, transformado pelo arquitecto Alberto José Pessoa de modo a acolher as suas novas funções.

Apesar da sua longa e algo atribulada história, sobretudo nos seus primeiros anos, a antiga “Casa da Livraria” atravessou os séculos, mantendo uma existência continuada absolutamente invulgar no contexto europeu. A BGUC não é, contudo, apenas um espaço belíssimo. Contando com um acervo total que ronda os dois milhões de documentos, a Biblioteca da Universidade de Coimbra constitui também uma das maiores referências da cultura que se exprimiu na Língua Portuguesa. Dispostos ao longo de cerca de 28 quilómetros de estantes, esses documentos constituem património único, equivalendo, em alguns casos, a alguns dos tesouros mais identificadores da identidade nacional.

A COLECÇÃO COMPLETA (datas de lançamento e preços)
Aqui

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5 thoughts on “Primeiras edições Fac-similadas da Biblioteca da Universidade de Coimbra

    1. Olá Maria Manuel, podes sempre ir comprando na loja do Público, e se não puderes comprar tudo de uma vez, podes, sempre ir comprando à unidade.
      Existem alguns títulos como “Esteiros” que valem a pena” (embora existam em edições mais recentes)

  1. Ois Nuno,

    Eis grande iniciativa do jornal Público, nem sabia que estava a decorrer, parece-me excelente 🙂

    Mas é isso mesmo acha dinheiro, embora me pareça uma boa oportunidade para comprar livros a bom preço.

    Abraço e obrigado pela partilha desta coleção

    1. De facto é mais uma iniciativa excelente do público.
      devo começar a ler este ano “Guerra e Paz” a edição que assinalou os 20 anos do público, com prefácio do ALA e ilustrada pelo Mestre Júlio Pomar

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