Novos Vizinhos nas Estantes #1

Partilho convosco as leituras que faço e que irei fazer nos próximos tempos, recupero desta maneira o espírito Livrólico do Página a Página (um blogue dedicado aos (meus) livros e aos Autores.
Acabadinhos de chegar ás minhas estantes estão uns quantos amigos novos, Aqueles que me fazem viver e viajar por novas histórias e novos mundos. Fieis amigos e companheiros, nas horas boas e nas horas más. Bem vindos ao Página a Página, “Para quem gosta de Livros”

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OS NÚMEROS QUE VENCERAM OS NOMES | SAMUEL PIMENTA

Começo por: Samuel Pimenta: Estive presente no lançamento do novo romance do Autor, na Fnac/Chiado onde reencontrei duas velhas amigas Rodistas Márcia Balsas e Patrícia Cavaco e acabámos por passar um belíssimo final de tarde. Foi com especial prazer que iniciei a sua leitura (e entretanto já terminei). Há muito que um livro, não fazia parte de mim, como fez este pequeno amigo. Tratarei de falar dele num artigo futuro e opinar sobre a sensação mágica que me causou a sua leitura. Muitas vezes estas sensações não se explicam, apenas se sentem e posso assegurar que é um livro que ficará na memória de todos aqueles que gostam de um bom livro.
SINOPSE: O que é um nome? — A pergunta ressoou por toda a divisão, embateu nas paredes e voltou ao emissor sem obter resposta. Um Nove Um Seis estava sentado na única cama do quarto número onze do hospício. Via as paredes do quarto a girar como se tivessem sido empurradas por uma criança que brinca com um globo terrestre pela primeira vez. Além disso, sentia-se como se estivesse de olhos abertos debaixo de água, estava tudo turvo. Era efeito dos fortes medicamentos. Sentado numa cadeira ao lado da cama, um médico observava-o de testa plissada, enquanto segurava uma folha no colo, onde fazia algumas anotações.

os números que venceram os nomes

OS FILHOS DO ÉDEN | KEN FOLLETT

Como prenda de Aniversário e numa noite entre amigos na belíssima vila de Sintra e de uma visita à “Casa do Fauno”, onde entre uma boa dose de conversa e uns goles de Hidromel, chegou pelas mãos da Mj e do Tiago: Ken Follet, um dos meus autores de eleição, Os Filhos do Éden.
SINOPSE: Desde os longínquos anos 60, da Guerra do Vietname e da explosão da cultura hippie, na Califórnia, uma pequena comunidade vive isolada no sopé da Serra Nevada. Aí, os seus membros praticam agricultura de subsistência, para consumo próprio, mas também se especializaram na produção de um excelente vinho que vendem, proporcionando-lhes os meios para a aquisição de outros bens necessários. Mas aqueles anos de paz e felicidade chegam ao fim quando o governo anuncia que vai construir uma barragem perto daquele local, que ficará submerso pelas águas. Desesperadas, as pessoas que construíram ali as suas vidas reagem de uma forma inesperada e quase inverosímil, ameaçando provocar um abalo sísmico de proporções épicas, fazendo-se passar por um grupo ecoterrorista…

OS FILHOS DO ÉDEN

PALAVRAS CÍNICAS | ALBINO FORJAZ DE SAMPAIO

Pelas mãos da minha Katerina (a Grega), chegou um livro que procurava há anos. Embora já o tivesse visto a circular em formato digital, era um livro que queria ao lado dos meus livros.
Sempre actual Albino Forjaz Sampaio, tem lugar cativo entre os notáveis e não é lembrado (infelizmente) como devia.
SINOPSE: Em 1905, Portugal conhecia, com espanto e admiração, a primeira de muitas edições de Palavras Cínicas. A publicação das oito cartas que compõem este livro deu origem a um leque de reacções do público, desde o aplauso fervoroso à condenação feroz. O pessimismo e a mordacidade do autor atingiram toda a sociedade portuguesa: o clericalismo enfatuado, a moral balofa, o populismo sabichão. Mais de cem anos depois, encontrarão estas cartas os mesmo destinatários

PALAVRAS CÍNICAS

CARTA A D. HISTÓRIA DE UM AMOR | ANDRÉ GORZ

Uma prendinha de aniversário que muito me agradou e confesso que inesperada, chegou pelas mãos da minha amiga Carmen, juntamente com alguns textos para mim. Há coisas que não têm preço, apenas se retribuem ou se sentem de uma forma especial. Este pequeno livro, foi uma delas. Praticamente esgotado em todas as livrarias. Vale a pena ler e descobrir a históra verdadeira de André Gorz e de Dorine.

SINOPSE: Até o lançamento deste que foi seu último livro, o austríaco André Gorz (1923-2007) era conhecido por suas obras nas áreas da filosofia e da sociologia, bem como por sua atuação política nos acontecimentos de Maio de 68 na França e em outros eventos marcantes da cultura deste país, onde se radicou. Mas Carta a D. transformou instantaneamente seu autor num total sucesso na área da literatura, com mais de cem mil exemplares vendidos entre França e Alemanha. O livro foi escrito para homenagear Dorine, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. Desde o início da década de 1990, Gorz vivia em retiro com a mulher, que sofria, há anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor, companheirismo e militância, após terem se conhecido em Lausanne (Suíça), em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram. Carta a D. é do princípio ao fim uma declaração de amor, na qual a trajetória intelectual do autor é revisitada. Discípulo de Sartre e cofundador da revista Le Nouvel Observateur, Gorz era um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia.

CARTA A d. UMA HISTÓRIA DE AMOR

O TEMPO DOS IMPERADORES ESTRANHOS | IGNÁCIO DEL VALLE

Segundo volume da trilogia de Arturo Andrade, personagem tão complexo e tão rico, com os seus dramas e os seus fantasmas. Regresso ao Autor Ignácio del Valle depois do excelente “A Arte de Matar Dragões”

SINOPSE: Se já ninguém se importa com os vivos, imagine com os mortos. Inverno de 1943. Frente de Leninegrado. Um soldado da Divisão Azul é encontrado sem vida num lago, com uma enigmática frase gravada no seu peito: «Mira que te mira Dios». Será o primeiro de uma cadeia de crimes, tão brutais como desconexos… Um soldado de passado obscuro e um fiel sargento do Exército recebem a missão de encontrar o móbil e o culpado, mas não terão facilidades da parte de uma cúpula militar cheia de segredos…Aos poucos serão revelados os mistérios de uma história em que ninguém é o que parece e onde os passos nos encaminham para um lugar em que reina o horror, o vazio, o absurdo, os imperadores estranhos.

o tempo dos imperadores estranhos

O JOGO DO LEÃO | NELSON DeMILLE

Mais uma prenda de aniversário, desta vez dos meus companheiros D. João, fiquei sensibilizado com esta prenda conjunta para comemorar o meu 40º aniversário (ups). mesmo ficando com o rótulo de velho raquítico 🙂

SINOPSE:  O voo transcontinental oriundo de Paris está a chegar a Nova Iorque mas ninguém consegue contactar o piloto via rádio. No voo está Asad Khalil, um dissidente líbio que vai ser recebido pela Brigada Federal Antiterrorista. Mas quando o avião aterra, toda a gente a bordo está morta – à exceção de Khalil, que desaparece depois de atacar a sede da Brigada no aeroporto. O ex-polícia de Nova Iorque John Corey, agora um agente contratado pela Brigada e a sua parceira Kate Mayfield vão seguir um rasto de fumo e de sangue atrás do fugitivo. A presa que perseguem é um inimigo com a astúcia de um homem e a ferocidade de um leão. Para vencer um jogo desesperado e sem regras, terão de forjar uma estratégia que não deixe absolutamente nada ao acaso.

O JOGO DO LEÃO

A RAPARIGA APANHADA NA TEIA DE ARANHA | DAVID LAGERCRANTZ

E finalmente um regresso há muito esperado… Muito se tinha falado no regresso das aventuras de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander e eis que finalmente estes dois personagens míticos criados pelo malogrado Stieg Larsson, voltam. Ofereci-me a mim próprio este “4º volume” da saga Millenium. Impossível e inevitáveis as comparações com a obra de Larsson. Ainda assim quero ler em breve.

SINOPSE: Neste thriller carregado de adrenalina, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist enfrentam uma nova e perigosa ameaça que os leva mais uma vez a unir as suas forças. Uma noite, Blomkvist recebe um telefonema de uma fonte confiável declarando ter informação vital para os Estados Unidos. A fonte tinha estado em contacto com uma jovem mulher, uma super-hacker que se parecia com alguém que Blomkvist conhecia bem de mais. As consequências são surpreendentes.
Blomkvist, a precisar urgentemente de um furo jornalístico para a Millennium, pede ajuda a Lisbeth, que, como habitualmente, tem a sua agenda própria. Em A Rapariga Apanhada na Teia de Aranha, o duo que fez vibrar 80 milhões de leitores com Os Homens Que Odeiam as Mulheres, A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo e A Rainha no Palácio das Correntes de Ar encontra-se de novo num actual e extraordinário thriller.

a rapariga apanhada na teia de aranha

  • E  aqui ficam algumas das minhas próximas leituras, esperando que a inexplicável falta de apetite literário que se apoderou de mim no último ano, desapareça de vez.
    Até lá… Página a Página.Boas leituras, Bons Livros para ler.
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4 thoughts on “Novos Vizinhos nas Estantes #1

  1. O título e a capa dOs Números que Venceram os Nomes chamaram-me a atenção quando o vi algures num grupo do Facebook, mas ainda não tinha lido a sinopse… Parece um bom livro 😉
    Gostei bastante da continuação da trilogia Millennium… Para mim foi um livro 4 estrelas, mas ainda assim o estilo distingue-se facilmente do de Stieg Larsson… Isso não impede que não queira ler os próximos que decerto serão lançados 😛

    1. Olá José o próprio autor diz que o livro é seu e não de Larsson. Claro que as comparações são inevitáveis, tratando-se de uma continuação de um livro que é uma referência no seu género.
      Não levo grandes expectativas e tenho como vantagem o tempo que já passou entre a última vez que convivi com Salander e Boomkvist.

  2. Tenho o “O jogo do leão” em casa (é do meu marido) mas tenho alguma preguiça de o ler… Lê-o lá e depois diz-me se vale a pena. Ainda não me convenci a ler a continuação da saga millenium que, para mim, continuará sempre a ser uma trilogia. Não acho grande piada a continuações por outros que não o autor original…. e a trilogia não precisava de mais nenhum final.
    da “velha” amiga rodista
    Pat
    (velha?????!!!)

    1. LOL Patrícia, de facto acho que o mais velho sou mesmo eu!
      Não levo as expectativas demasiado elevadas para este novo da saga Millenium, mas estou contente por poder reencontrar Lisbeth Salander.
      Do autor de “O Jogo do Leão ainda não li nada, mas as capas remetem-me a Daniel Silva, talvez pela sua semelhança. Veremos.

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