12 Meses – 14 Livros (para 2016)

Fica a promessa! (e nunca prometo o que não posso ou não tenho vontade de cumprir) de regressar em força aos livros e sobretudo ás opiniões sobre eles.
Muitos amigos e sobretudo bloggers me disseram que o Página a Página, deixou de ser o blogue que seguiam e que estavam habituados, quando mudou o género de conteúdos que estava assente nos livros e nos autores e assim se manteve por mais de cinco anos.
Foi um risco que quis correr. Foi algo que mudou tão naturalmente como eu próprio mudei neste 2015 que agora finda. Um ano de viragem, um ano de mudança.
O certo é que foi um ano anormal no que aos livros diz respeito. Para os que me conhecem pessoalmente mas sobretudo para aqueles que me conhecem do blogue virtualmente e que acompanham o Página, sabem que sou desde sempre um bibliófilo convicto e assumido.
Nunca me tinha acontecido nada de semelhante em relação ás leituras… Uma inexplicável falta de apetite literário, um desinteresse puro por um objecto que amo e de que necessito diariamente.
Contas feitas, este ano os livros não chegam a uma dezena. A maioria foi largada a meio, qualquer coisa me travou a vontade e a paixão.
Alguém me disse que é apenas uma fase e que acontece. Assim espero.
2015 fez-me regressar a outra das minhas paixões: a Fotografia, voltei a querer congelar instantes e convosco partilhei alguns.
Porque todos sabemos que um livro é um amigo certo em horas incertas, mas todos nós sabemos que a vida é um livro aberto, mas que não se resume a meras páginas desfolhadas.
Em 2016, prometo regressar aos livros e ás opiniões, sobretudo à partilha e descoberta de grandes histórias e Livros (tenho saudades).
Fica a promessa! Prometo cumprir e não falhar! (ao contrário do Chagas)
Não entro em desafios, mas deixo a sugestão de 14 livros que se encontram em espera nas minhas estantes, uns há mais tempo que outros, mas o chamamento fez saltar estes 14  todos de diferentes géneros.
Existem muitos que tenho interesse e curiosidade em descobrir, conto também dar-lhes uma espreitadela. Veremos como corre.

Este ano e pela primeira vez, não haverá uma revista do ano, nem sequer um Top Five. (espero que seja a primeira e a última), como tal gostava que partilhassem comigo o que pretendem ler no próximo ano, para além das habituais novidades e quais foram os livros que vos surpreenderam em 2015, quais os melhores? Quais os piores?
E quais me recomendam?

Aqui ficam os 14 livros que prometo ler em 2016, por ordem aleatória.
Cada um deles contém a data de aquisição.

Boas festas – Para quem gosta de Livros!

Nuno.

 

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HISTÓRIA DE DUAS CIDADES | Charles Dickens – 23/12/2013

Ao fim de dezoito anos de prisão na Bastilha como prisioneiro político, o envelhecido Dr. Manette é libertado e parte para a Inglaterra, onde volta a encontrar a filha. Aí, dois homens, Charles Darnay, um aristocrata francês exilado, e Sydney Carton, um advogado brilhante mas de má reputação, apaixonam-se por Lucie Manette. Das ruas pacíficas de Londres, são levados para a Paris do Reino do Terror, onde a sombra fatal da guilhotina abarca tudo e todos.

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BEL-AMI | Guy de Maupassant – 11/09/2013

Georges Duroy, de alcunha Bel-Ami, é um homem jovem e de belo físico. Um encontro ocasional mostra-lhe o caminho da ascensão social. Apesar da sua vulgaridade e ignorância, consegue integrar a alta sociedade apoiando-se nas amantes e no jornalismo.
Cinco mulheres vão sucessivamente iniciá-lo nos mistérios da profissão, nos segredos da vida mundana e assegurar-lhe o êxito ambicionado. Nesta sociedade parisiense, em plena expansão capitalista e colonial, a Imprensa, a política e a finança estão estreitamente ligadas. E as mulheres educam, aconselham e manobram na sombra.
Mas, por trás das combinações políticas e financeiras e do erotismo interesseiro, está a angústia que até um homem como Bel-Ami transporta consigo.
Bel-Ami é um dos romances mais vezes transposto para o cinema.

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UMA CASA NA ESCURIDÃO | José Luís Peixoto – 02/03/2013

«Então, fechei os olhos com força e fixei-me no que via. Esta era uma das coisas que fazia desde pequeno, que tinha descoberto por acaso e que imaginava ser eu a única pessoa a fazer no mundo. Fechava os olhos e via. Via o que se vê com os olhos fechados (…) Isto é o que se vê quando fechados os olhos e continuamos a ver: a cor negra e os pequenos seres de luz que a habitam. E não se consegue olhar fixamente nem para o negro nem para a luz. Os pontos ou as linhas ou as figuras de luz fogem da atenção. O negro é tão absoluto, tão profundo, tão infinito que o olhar avança por ele sem encontrar um lugar onde possa deter-se. Mas, naquela noite, comecei a distinguir algo dentro desse negro.»

4

O FOGO | Katherine Neville – 19/03/2011

Em 1988, O Oito, de Katherine Neville, revolucionou o panorama dos romances de intriga e redefiniu as normas universais do suspense. Vinte anos depois, O Fogo dá continuidade à história.
1822, Albânia: trinta anos após a Revolução Francesa, está iminente a guerra da independência grega. Ali Paxá, o mais poderoso governante do Império Otomano, encarrega a sua jovem filha Haidée de levar para fora do país uma peça crucial do tabuleiro de Xadrez de Montglane. Perseguida por inúmeros inimigos, Haidée viaja através de Marrocos, Roma e Grécia até ao centro do Jogo cujos segredos têm origem na cidade de Bagdade, mil anos antes.
2003, Colorado: Alexandra Solarin desloca-se ao refúgio ancestral da família, nas Montanhas Rochosas, para o aniversário da mãe. Há trinta anos, Cat Velis e Alexander Solarin, os seus pais, acreditavam ter espalhado as peças do Xadrez de Montglane por várias partes do mundo, enterrando-as e ocultando assim os segredos do poder que quem as possuísse deteria. Mas, ao chegar ao seu destino, Alexandra descobre que a mãe desapareceu e que uma série de pistas por ela estrategicamente deixadas só podem indicar que algo de muito sinistro foi posto em marcha. A peça mais importante do tabuleiro de xadrez de Carlos Magno reapareceu¿

Misturando um estilo requintado com uma narrativa absorvente em que o suspense nunca para, Katherine Neville consegue mais uma vez tecer uma cativante história de ação, intriga e mistério.

11

INVÍSIVEL | Paul Auster – 24/12/2009

Sinuosamente construído em quatro partes entre-cruzadas, o décimo quinto romance de Paul Auster começa em Nova Iorque, na Primavera de 1967, quando o jovem aspirante a poeta Adam Walker conhece Rudolf e Margot, um enigmático casal francês. O perverso triângulo amoroso que rapidamente se forma, conduz a um chocante e inesperado acto de violência cujas consequências serão irreversíveis.
Três narradores contam uma história que se desloca no tempo, de 1967 a 2007, e no espaço, à medida que viaja entre Nova Iorque, Paris e uma ilha remota nas Caraíbas. Invisível está imbuído de fúria, de sexualidade desenfreada e de uma busca implacável por justiça. É uma viagem através das fronteiras sombrias entre verdade e memória, criação e identidade. Uma obra inesquecível pela mão de um dos nomes cimeiros da literatura dos nossos dias.

5

 

TEIAS MOVEDIÇAS | Clara Correia – 21/03/2015

“Não se sentia; não sabia se aquilo que a torturava nesse momento era o prolongamento da noite anterior, que se lhe pegava sem dó, ou a antecipação da tortura que estaria para vir … a dar continuidade à sua provação pouco menos frequente que diária, permanente no seu âmago.
Passou, lenta, pelo outro espelho, o do hall de entrada, como que insistindo na procura de si própria, ou alguém fora de si própria, a quem, sem dificuldade, tolerasse ou a quem pudesse pedir socorro através de um olhar, de palavras mudas … as que, habitualmente, são as mais expressivas e só aparentemente calam os laivos de dor no ruído de um mundo demasiado distraído e demasiado ocupado …”

teias movediças

 

O HISTORIADOR | Elizabeth Kostova – 24/10/2008

Uma noite, ao explorar a biblioteca do pai, uma jovem mulher encontra um livro antigo e um maço de cartas amareladas. As cartas começam todas por «Meu caro e desventurado sucessor…» e fazem-na mergulhar num mundo com que ela nunca tinha sonhado – um labirinto onde os segredos do passado do pai e do misterioso destino da mãe se ligam a um mal inconcebível escondido nas profundezas da história.
As cartas abrem caminho para um dos poderes mais perversos que a humanidade já conheceu – e para uma busca que dura há séculos para encontrar a origem dessa perversidade e extingui-la. É uma busca da verdade sobre Vlad o Empalador, o governante medieval cujo bárbaro reinado esteve na base da lenda do Drácula. Gerações de historiadores arriscaram a reputação, a saúde mental e mesmo a vida para saber a verdade sobre Vlad o Empalador e Drácula. Agora, a jovem decide empreender por sua vez essa busca para seguir o pai numa perseguição que quase o destruiu quando ainda era um novo e entusiasta académico e a mãe ainda estava viva.

O HISTORIADOR

 

O CAVALEIRO DE WESTEROS E OUTRAS HISTÓRIAS | George R.R. Martin – 18/04/2012

Cerca de um século antes dos eventos narrados em A Guerra dos Tronos, um jovem escudeiro parte em busca de fama e glória num dos mais famosos torneios de Westeros. Mas o destino prega-lhe uma partida e coloca-o no caminho de um rapaz misterioso que irá mudar a sua vida para sempre. A não perder para os fãs da melhor série de fantasia da atualidade.
O Cavaleiro de Westeros abre esta coletânea com os melhores contos de George R. R. Martin. Nela encontrarão também uma cidade dominada por uma elite de lobisomens, onde ocorrem horrendos acontecimentos; um magnata excêntrico com gosto por espécies exóticas que vai ser confrontado com o que não esperava; um padre em crise de fé num mundo distante; uma mulher que vasculha universos em busca do amor perdido; ou um homem que se vê confrontado com a derradeira escolha, num mundo em que o fim da vida não equivale necessariamente à morte. Dez histórias nascidas da imaginação do criador de As Crónicas de Gelo e Fogo.

o cavaleiro de westeros

A CANÇÃO DE TROIA | Colleen McCullough – 12/03/2012

A Canção de Tróia, uma obra que recria a trágica e terrível saga da Guerra de Tróia, uma história com três mil anos de existência – uma história de amores que ignoram barreiras e de ódios nunca mitigados, de vingança e de traição, de honra e sacrifício.
Tão viva e apaixonante como se fosse contada pela primeira vez, a narrativa é assumida pelas vozes das diversas personagens: Príamo, rei de Tróia, condenado a tomar as decisões erradas pelos motivos certos; a princesa grega Helena, uma beldade que é escrava dos seus desejos e que abandona um marido enfadonho pelo amor de outra beldade, tão escravo dos seus desejos como ela – o príncipe Páris de Tróia; essa máquina de guerra perseguida por uma maldição que é Aquiles; o heroicamente nobre Heitor; o subtil e brilhante Ulisses; Agamémnon, o Rei dos Reis, que consente o horror a fim de lançar ao mar os seus mil navios e que, por isso mesmo, atrai a inimizade da sua sinistra mulher, Clitemenestra.
Porém, onde termina a loucura humana? E onde começa o impiedoso castigo dos Deuses? As personagens fascinam o leitor, levando-o a sentir simpatia ora pela Grécia, ora por Tróia, à medida que cada uma delas avança inexoravelmente para um desfecho que nem mesmo os Deuses podem evitar.
O fascinante e irresistível romance de Colleen McCullough revela-nos o inesquecível poder de uma história que mergulha fundo nas raízes da cultura ocidental e que continua viva três milénios depois.

6

 

A AMEAÇA | Ken Follett – 22/06/2013

Unanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller. Em A Ameaça, um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola. Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar. Mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante.

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O COMITÉ DA MORTE | Noah Gordon – 7/06/2014

A paixão pelas questões da medicina e pelo quotidiano de médicos idealistas está de volta em ‘O comité da morte’. Noah Gordon aborda desta vez uma temática contemporânea, envolvendo as vitórias e os fracassos de três jovens cirurgiões de transplantes de órgãos em um hospital de Boston. O ‘comité da morte’ é uma formalidade disciplinar, uma espécie de tribunal interno, que funciona em alguns hospitais americanos. Diante do falecimento de um paciente, o médico deve justificar o seu diagnóstico e o seu tratamento. O veredicto do comité passa então a influir no futuro da carreira dele. Nesta história, porém, o presidente do tal comité é Harland Long Wood, que persegue sem trégua três jovens e dedicados médicos. E através de um percurso envolvente de êxitos e derrotas, misturado às crises de poder e de carácter, ficamos conhecendo o dia a dia de um grande hospital.

o comite da morte

A HORA SOLENE | Nuno Nepomuceno – 6/11/2015

Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e abandonado na rua. A poucos quilómetros de distância, um terrorista pertencente a uma organização criminosa auto-intitulada O Gótico entrega-se aos serviços secretos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado ao sobrevoar a Irlanda e um vídeo é enviado à redacção de uma famosa cadeia televisiva.
A intriga acentua-se quando um milionário começa a ser alvo de extorsão. No centro destes acontecimentos, encontra-se André Marques-Smith. Alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português é obrigado a protegê-lo. Mas não está sozinho. Foragidos, dois colegas dissidentes regressam e revelam ao mundo a verdadeira génese de um antigo projecto de manipulação genética. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta enigmática espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento? Conseguirão os dois agentes ultrapassar o fosso criado entre eles?

a hora solene

CATARINA DE BRAGANÇA | Isabel Stilwell –

Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudade da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de conhecê-lo. Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não foi capaz de cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. «Se ao menos não o amasse tanto!», pensava nas noites mais longas e tristes… Ao longo destas páginas apaixonamo-nos, sofremos, rimos e choramos.

catarina de bragança

 

PAULA | Isabel Allende – 2/03/2013

Paula, com um forte cunho autobiográfico, é uma das obras mais intensas de Isabel Allende, que nos faz revisitar o universo mágico dos seus primeiros romances.
Paula, a filha da escritora, adoeceu gravemente, entrando pouco tempo depois em coma. Durante meses no hospital, a autora começou a escrever a história da família para a filha, que permanecia inconsciente. Nesse relato somos levados a conhecer os segredos e recordações mais íntimos do seu passado e do seu país natal, o Chile, ao mesmo tempo que assistimos às sucessivas tentativas de contrariar e, por fim, aceitar a partida iminente de um ente querido.
Escrita como uma catarse face à irreversível doença, Paula é uma enorme lição de vida, ao mesmo tempo que nos permite conhecer um pouco melhor o mundo fantástico de A casa dos espíritos e Eva Luna e concluir que as suas personagens pertencem, na verdade, ao mundo fantástico de Isabel Allende: a sua realidade encantada.

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One thought on “12 Meses – 14 Livros (para 2016)

  1. Viva, Nuno! Bem-vindo à luz do sol! 🙂
    Também as minhas leituras andam em baixa… vários livros começados e não terminados… mas uma enorme teimosia para persistir!
    Que te posso eu aconselhar das minhas parcas leituras de 2015… li sobretudo livros mais leves, daqueles que não requerem concentração, mas há um, que não desses, que te recomendo sem hesitação – “Os Últimos Dias dos Nossos Pais”, de Joël Dicker – uma visão diferente da II Guerra.
    Também o Prémio Leya deste ano “O Coro dos Defuntos” é uma recomendação que te faço, pese embora as nossas divergências em relação aos Leya 🙂 não esqueço como debatemos João Ricardo Pedro numa conversa na Roda. 🙂
    E poderei “pescar” mais algum, mas de memória já não dá… tenho que recorrer ao meu caderninho de leituras que não tenho comigo agora…

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