Mês: Janeiro 2017

Por ti… Inevitavelmente

Para Ti… (que um dia inevitavelmente seguirás sem mim)
Todo o meuAmor.

beatriz

Somos…

“Nós somos feitos de Histórias, não é de «á-dê-énes» nem códigos genéticos, nem de carne e músculos e pele e cérebros.
É de histórias”

 ◊

Frase: Afonso Cruz
In: Os Livros que devoraram o meu Pai

Fotografia: Nuno Chaves © – 2017
In: Lx. Factory

 

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Ler Faz Bem

O LER FAZ BEM é um projeto único que pretende despertar a paixão pela leitura e devolver a alegria de ler livros. Um movimento participativo que recupera o entusiasmo e a imaginação que apenas os livros são capazes. Queremos colocar Portugal a ler. Porque ler faz bem.
É este o mote com que a Revista Visão iniciou na passada quinta feira dia 12 de Janeiro a sua nova colecção, cujo primeiro volume é nada mais nada menos do que “A quinta dos Animais” entre nós mais conhecido como “O Triunfo dos Porcos” de George Orwell.

O segundo volume da Colecção “O Apelo da Selva” de Jack London, será lançado no dia 2 de Fevereiro.

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UMA COMUNIDADE QUE SE ENVOLVE

Desafiamos os leitores VISÃO a fazerem parte deste movimento através de um conjunto de iniciativas que os envolve e os entusiasma pela leitura, seja através da criação de Clubes de Leitura ou da partilha de experiências através das redes sociais, blogues ou outros canais.

Os nossos leitores serão parte essencial do sucesso desta iniciativa na criação de dinâmicas de leitura.

Os melhores conteúdos serão partilhados neste espaço com os leitores VISÃO.

OS LIVROS GRÁTIS

Todos os meses oferecemos um livro que marcou uma época, uma geração ou que de alguma forma, tenha contribuído para um melhor entendimento da sociedade em que vivemos.

Escolhemos os melhores autores e as melhores obras. Criámos uma nova imagem, mais moderna e contemporânea. Estes são os livros que quererá levar para onde quer que vá.

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O AUTOR E SUA OBRA

Tudo o que tem que saber sobre o título escolhido, o autor e sua obra em análises detalhadas com a qualidade VISÃO.

Cada título e cada autor analisados com uma linguagem simples e direta. Uma outra forma de ver a obra. Informação acrescida para uma melhor compreensão desta.

A OPINIÃO DE QUEM IMPORTA

Convidamos personalidades públicas que partilham pela primeira vez a sua interpretação destas grandes obras, revelando sentimentos despertados ou de que modo estas os influenciaram. Um olhar diferente e sincero de grandes homens e mulheres da atualidade.

A COLECÇÃO:

01. A Quinta dos Animais
02. O Apelo da Selva
03. Cândido ou o Optimismo
04. A Metamorfose: Franz Kafka

Via visão.pt
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ESTA E OUTRAS COLECÇÕES
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Colecção Miniatura está de Volta

 

Quem é que não se recorda da saudosa Colecção Miniatura da Livros do Brasil? Aqui por casa ainda existem alguns desses pequenos livrinhos que propunham grandes livros  em tamanho e preços miniatura.
Guardo com especial dedicação e carinho  “O Potro Vermelho” de John Steinbeck autor de “As Vinhas da Ira” ou “Homens e Ratos” um livro cuja a edição é de 1958, (desta colecção) ou seja é mesmo muito velhinho.

“As grandes obras em pequenos volumes”, era o slogan desta colecção que agora está de volta.
Depois da Porto Editora ter comprado, a marca Livros do Brasil – que incluía os livros, o catálogo de autores e as traduções – e de ter relançado a colecção Dois Mundos e Colecção Vampiro, continua a recuperar o seu património.

Esta quinta-feira, numa conferência de imprensa em que apresentou o programa editorial para o primeiro semestre de  2017 o grupo anunciou o relançamento da Miniatura, colecção que originalmente começou a ser publicada nos anos 1950 e que chegou aos 170 volumes. Eram livros de bolso de autores como Somerset Maugham, James Hilton, Katherine Mansfield, Thomas Mann, Selma Lagerlof  ou John Steinbeck, entre outros.

Nesta nova Colecção Miniatura o aspecto gráfico lembra muito as capas de antigamente, mantendo-se as risquinhas e a imagem oval ao centro, serão publicados “em pequeno formato grandes livros da literatura”, tal como explicou o director editorial da Porto Editora, Manuel Alberto Valente. Os novos livros da colecção poderão ser de “autores clássicos” mas também “de autores vivos com obras que se tornaram icónicas”. O preço será “também miniatura”.

Já estão disponíveis os 3 primeiros títulos desta nova série Miniatura e são eles:

01. A Louca da Casa de Rosa Montero
02. Soldados de Salamina de Javier Cercas
03. A um Deus desconhecido de John Steinbeck

Fica a Dica! Boas Leituras

Ler Devagar

E Porque dia 7 de Janeiro foi  o “Dia do Leitor” passei pela Ler Devagar na Lx. Factory, A todos aqueles que gostam de se perder num livro desejo um ano de grandes viagens e novas descobertas e de bons livros para ler.

Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo – não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos – vamos regressar.

LER DEVAGAR

Criei-me entre livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó e cujo cheiro ainda conservo nas mãos. Em criança aprendi a conciliar o sono enquanto explicava à minha mãe na penumbra do meu quarto as incidências da jornada

Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.

Neste lugar, os livros de que já ninguém se lembra, os livros que se perderam no tempo, vivem para sempre, esperando chegar um dia às mãos de um novo leitor, de um novo espírito. Na loja nós vendemo-los e compramo-los, mas na realidade os livros não têm dono.
Cada livro que aqui vês foi o melhor amigo de alguém.

(Excertos do 1º Capitulo de “A Sombra do Vento” | Carlos Ruíz Zafón – 2011)

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Descubra a Ler Devagar a 360º
http://www.svl360.com/virtualtour/lerdevagar/lerdevagar.html

Mário Soares – 1924-2017

Talvez não saibas, mas convém ter memória se queres entender o mundo e se queres perceber o país onde nasceste.

Não haveria democracia se não fossem pessoas que se opuseram ao regime como Mário Soares, como Álvaro Cunhal. São nomes que porventura fazem parte do teu livro de História, mas não são apenas nomes. São lutas, percursos, ideias. Mário Soares, que foi um presidente-rei (por ter esse carisma), nasceu no século XX numa família republicana e oposicionista. Oposição a quem? Ao regime. Ouvirás dizer que a nossa ditadura não foi como a ditadura do país A ou B, deixa-me que te diga que uma ditadura nunca é boa.

Hoje estás aqui, na internet, com a liberdade para veres o que queres, ouvires o que gostas, escreveres o que te passa pela cabeça. Chama-se liberdade de expressão e até há 41 anos – tão pouco tempo – não era possível dizer em liberdade o que quer que fosse. Porquê? Porque viver em ditadura, num regime, é não ter liberdade para nada. Mário Soares, com defeitos e qualidades, é um dos homens que lutou para que Salazar, e depois Marcelo Caetano, passasse à História, e deixassem que Portugal cumprisse um destino melhor, livre e democrático.

Já sei que a democracia tem defeitos, não precisas de mo dizer, mas é melhor do que qualquer outro regime. Seja qual for. Por isso, quando hoje ouvires dizer que Mário Soares faleceu entenderás que é uma parte da nossa História Contemporânea que morre. Homem que defendeu valores que importam mais do que a política, por ter defendido que Portugal podia ter futuro. E tu estás a viver essa possibilidade, apesar de tudo.

E escrevo “apesar de tudo” por saber que não estamos em maré de coisas boas e seres massacrado com questões como o desemprego, o dinheiro que não terás para isto ou para aquilo. Talvez tenhas um professor a dizer que precisas de tomar conta das tuas notas, da tua média. O futuro é que conta. Antes da revolução de 1974 – não te vou repetir as aulas de História, tenho demasiado respeito por ti para te maçar com tanto – Portugal precisou de homens como Mário Soares. Talvez amanhã sejas tu um Mário Soares e ajudes a fazer com que o país cresça, evolua, seja melhor.

Hoje lembra-te que para saber onde vamos importa saber de onde vimos.

Carta a um jovem de 15 anos por causa de Mário Soares, por: Patrícia Reis
In. Sapo.pt

#Novos Vizinhos nas Estantes – 14/2016

Uma das prendas que encontrei no sapatinho no último Natal, foi um dos livros que fazia parte da whishlist do ano passado. Vencedor do Prémio Leya 2015 “O Coro dos Defuntos” de António Tavares que também já tinha sido finalista do mesmo prémio em 2013 com “As Palavras que me deverão guiar um dia” entretanto publicado.
O Coro dos defuntos é também a 1ª leitura de 2017.

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Sinopse:
Vivem-se tempos de grandes avanços e convulsões: os estudantes manifestam-se nas ruas de Paris e, em Memphis, é assassinado o negro que tinha um sonho; transplanta-se um coração humano e o homem pisa a Lua; somam-se as baixas americanas no Vietname e a inseminação artificial dá os primeiros passos.

Porém, na pequena aldeia onde decorre a acção deste romance, os habitantes, profundamente ligados à natureza, preocupam-se sobretudo com a falta de chuva e as colheitas, a praga do míldio e a vindima; e na taberna – espécie de divã freudiano do lugar – é disso que falam, até porque os jornais que ali chegam são apenas os que embrulham as bogas do Júlio Peixeiro. E, mesmo assim, passam-se por ali coisas muito estranhas: uma velha prostituta é estrangulada, o suposto assassino some-se dentro de um penedo, a rapariga casta que colecciona santinhos sofre uma inesperada metamorfose, e a parteira, que também é bruxa, sonha com o ditador a cair da cadeira e vê crescer-lhe, qual hematoma, um enorme cravo vermelho dentro da cabeça.

Quando aparece o primeiro televisor, as gentes assistem a transformações que nem sempre conseguem interpretar…

 

#Playlist – 01/2017 | Põe de lado o GPS


Ninguém chega se não for, E não indo ninguém sabe
Se aquilo que nos cabe. Contas feitas é o amor

Põe de lado o GPS. Vamos ver o que acontece
Indo nesta direção
Porque eu tenho cá para mim, que nós vamos dar por fim
Onde mora o coração

Absolutely Flawless

 

Escolhi para ilustrar o primeiro post de 2017 uma imagem captada pelo amigo “AA”  numa ida (sempre mágica) à Vila e Serra de Sintra em Novembro passado.

A Imagem retrata um momento de talento puro na arte de  criar  bolas de sabão gigantes. Básico e simples não é?
Com o Avançar dos anos olhamos cada vez menos para o ostentativo e passamos a enxergar mais a beleza dos pequenos quês que começam a ser cada vez maiores aos nossos olhos. (vale mais tarde do que nunca)

Com os anos vamos dando cada vez menos importância à superficialidade da coisa e das coisas com que nos deparamos quase diariamente rejeitando os velhos clichés e as frases feitas. Há quem diga que é falta de paciência, outros chamam-lhe maturidade.

Paz, saúde, amor, dinheiro, trabalho, etc, etc, etc, são os eternos desejos que queremos para nós e que transmitimos aos que estimamos. Com o passar dos anos, vamos-nos apercebendo de que alguns sonhos e alguns desejos nunca se irão realizar. Não é derrotismo… são certezas.
Afinal o que distingue um último dia de calendário dos outros dias do ano? (deixo a resposta ao vosso critério)

O meus desejos? Que possa continuar a desejar-vos um bom ano (por muitos anos). Que vivam cada um como se fosse o primeiro! (porque cada dia e cada ano são isso mesmo, mais tempo e oportunidade de corrigir ou de fazer diferente. de reparar pequenos gestos e de reparar (mais) em pequenos gestos.
Que cada dia possa ser à semelhança da Bola de sabão da imagem, uma bolha de ar que rebentará em novos desejos e sonhos e aprendizagem (sempre)

O meu desejo é o mesmo do ano passado, e do outro e do outro e outro….
2017… (é apenas mais um(a) bolha)
A aventura continua… que seja perfeita então.

Bom dia a todos os que prosseguem…

3 de Janeiro de 2017

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