Havia um Menino

Havia um menino
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.

Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas no alto da cabeça.

Por isso ele andava
depressa, depressa
pra ver se chegava a casa
e tirava o tal caracol do chapéu,
saindo de lá e caindo o tal caracol.

Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol era do cabelo.

[Havia um Menino] – Fernando Pessoa
Caligrafia: Beatriz Chaves
Março 2017

Os Dias…

Para que servem os dias ?
Os dias são onde vivemos.
Eles vêm, acordam-nos
Um dia depois do outro….
Servem para sermos felizes;
Onde podemos viver senão nos dias?

” O Começo do Recomeço”
Fotografia: Released on: 2008/07/06
© – Nuno Chaves | Fotografia
Lisboa | Parque Eduardo VII
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Texto: Philiph Larkin

Por ti… Inevitavelmente

Para Ti… (que um dia inevitavelmente seguirás sem mim)
Todo o meuAmor.

beatriz

Absolutely Flawless

 

Escolhi para ilustrar o primeiro post de 2017 uma imagem captada pelo amigo “AA”  numa ida (sempre mágica) à Vila e Serra de Sintra em Novembro passado.

A Imagem retrata um momento de talento puro na arte de  criar  bolas de sabão gigantes. Básico e simples não é?
Com o Avançar dos anos olhamos cada vez menos para o ostentativo e passamos a enxergar mais a beleza dos pequenos quês que começam a ser cada vez maiores aos nossos olhos. (vale mais tarde do que nunca)

Com os anos vamos dando cada vez menos importância à superficialidade da coisa e das coisas com que nos deparamos quase diariamente rejeitando os velhos clichés e as frases feitas. Há quem diga que é falta de paciência, outros chamam-lhe maturidade.

Paz, saúde, amor, dinheiro, trabalho, etc, etc, etc, são os eternos desejos que queremos para nós e que transmitimos aos que estimamos. Com o passar dos anos, vamos-nos apercebendo de que alguns sonhos e alguns desejos nunca se irão realizar. Não é derrotismo… são certezas.
Afinal o que distingue um último dia de calendário dos outros dias do ano? (deixo a resposta ao vosso critério)

O meus desejos? Que possa continuar a desejar-vos um bom ano (por muitos anos). Que vivam cada um como se fosse o primeiro! (porque cada dia e cada ano são isso mesmo, mais tempo e oportunidade de corrigir ou de fazer diferente. de reparar pequenos gestos e de reparar (mais) em pequenos gestos.
Que cada dia possa ser à semelhança da Bola de sabão da imagem, uma bolha de ar que rebentará em novos desejos e sonhos e aprendizagem (sempre)

O meu desejo é o mesmo do ano passado, e do outro e do outro e outro….
2017… (é apenas mais um(a) bolha)
A aventura continua… que seja perfeita então.

Bom dia a todos os que prosseguem…

3 de Janeiro de 2017

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Página a Página – Todos Perdemos Uma

Marco abergo

À MEMÓRIA DE: JOÃO BALSA
1949 – 2016

Apenas nos iludimos, pensando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

Frase – Miguel Sousa Tavares
Fotografia – © Marco Abergo

Quarenta e um

À MEMÓRIA DE KATERINA BARBOSA

(Nascer, Viver… Renascer)

nascer viver renascer

Fecha os olhos… Pede um desejo!
Sopra! – Vês? – Acenderam-se todas!

Fotografia: Released on: 2016/19/29
© – Nuno Chaves | Smartphone Pic
Barreiro| Avª Escola dos Fuzileiros Navais
(parte do graffiti/mural no mesmo local)

Ciência e Fé…

Science and Progress, don’t speak as loud as my Heart

ciencia e fé

Um dia…

“One day you’ll leave this world behind, so live a Life you will Remember”

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mj cake

Que nunca deixes apagar esse teu sorriso que nos encanta hoje, tanto quanto noutro dia qualquer.
Teu.

Explicação da Eternidade

“Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe”.

(José Luís Peixoto) in “A criança em Ruínas”

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MJ’s Birthday em 2015

A Dor é inseparável da Alegria… Ainda o Pintassilgo

«É capaz de te surpreender, Theo, que coisas pequenas, de todos os dias, possam tirar-nos do desespero. Mas ninguém o pode fazer por ti.
És tu que tens que estar atento à porta aberta.»

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In: O Pintassilgo – Donna Tartt
Edição Portuguesa – (p. 195)

THINK OUTSIDE THE BOX

– Quantas vezes quebraste as regras?  Regras limpas, sem batotas, sem trapaças. Regras instituídas e supostamente correctas, Quantas vezes? Só porque sim, só porque tem de ser.
– Quantas vezes quebraste as regras?
– Quantas vezes jogaste limpo? quantas vezes jogaste certo e foste o perdedor?

Pensa fora das regras, pensa fora da caixa.

Pensa fora de ti, fora dos outros, fora de tudo, fora do mesmo.
Pensa fora do certo nos momentos incertos, pensa direito, pensa ao contrário e quebra as regras se necessário.

Nuno Chaves 22 Julho 2016

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T-shirts da T-shirts and all, à venda no nº 148 da Rua da Prata na baixa de Lisboa.

 

Contar Estrelas

contar estrelas

Que sejam eternas as estrelas que nos habitam e que nunca partam de nós.
Que se multipliquem as eternas crianças e que fiquem apenas aqueles que como elas acreditam que no céu as estrelas são reflexos da nossa felicidade
Acreditem e façam com que brilhem, mas nunca, nunca deixem de as contar

Nuno Chaves – 24/02/2016

There’s a place I go to. Where no one knows me
It’s not lonely. It’s a necessary thing
It’s a place I made up
Find out what I’m made of
The nights are stayed up
Counting stars and fighting sleep

Quarenta

Sopra ! – disse ela.
E acenderam-se todas!

Inês De Barros Baptista
Inês De Barros Baptista

Sim… Prometo-me acender muito mais… e não, não falo de velas. Falo de Vida.
Sim… cumpro tudo o que prometo!
Não, Nunca prometi nada que não possa cumprir

(Voltarei a acender-me)!

* Obrigado à minha amiga Katerina a mais Portuguesa das Gregas que conheço, (não conheço mais nenhuma) pela partilha da frase que marcou de forma profunda os meus 40 anos.