Eu Fui Noutra Vida…

01.jpg

*

Sem ti não me vou daqui embora, entre o ódio e o amor há sempre uma história que te faz regressar, onde foste feliz.
Eu fui noutra vida um exímio alfaiate, rasguei e cosi corações de pouca sorte; Joguei e perdi: O meu lugar no céu

Eu fui noutra vida, um pedaço de ti

Contigo aprendi, os vários alfabetos, escrevemos no espaço: gosto de ter por perto.
Hoje descobri que não vou para o céu nem para o inferno, enquanto não chega o inverno para nos molhar

Eu fui noutra vida, um pedaço de ti
E já me esqueci

logo

“EU FUI NOUTRA VIDA”  
© – Nuno Chaves | Fotografia
Released on: 2017/10/05
Alburrica | Barreiro
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Texto: “ALFAIATE”
By: Pedro Tatanka – © 2017

Letra e música: Pedro Tatanka
Arranjos de cordas: João Salcedo
Voz e guitarra – Pedro Tatanka
Piano – Marco Pombinho
Hammond – Diogo Santos
Baixo – Rui Pedro Pity
Bateria – João Freitas
Percussão – Ricardo Coelho Cordas –
Quarteto de Cordas de Matosinhos

Anúncios

Marcas

Por mais voltas que dês, por mais círculos que possas contornar, por mais pedras que consigas retirar, por mais obstáculos que possas transpor, por mais que erres, por mais que tentes, por mais que limpes, por mais que aprendas; por mais que arranques, por mais que rasgues, por mais que esfregues…
Não desaparecem, não se lavam, não se limpam, não fogem, não se destroem, não se queimam.
há marcas que simplesmente não se arrancam São parte de ti, são parte de nós
Por mais que vivas.
Sou eu. Por mais que tentes; ficam para sempre.

“MARCAS”
Released on: 2017/10/02

© – Nuno Chaves | Fotografia

Quinta Braancamp – Alburrica

Barreiro Antiga Sociedade Nacional de Cortiças
Texto: Nuno Chaves – (Setembro de 2016)

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

 

Give me stars to play with

cropped-1.jpg

Aprendi tudo ao contrário depois. ser religioso é desenvolver uma mariquice no espírito, um medo pelo que não se vê, como ter medo do escuro, porque o bicho papão pode estar à espreita para nos puxar os cabelos.
Esperar por deus é como esperar pelo Peter Pan e querer que traga a fada sininho com a sua mini-saia erótica tão desadequada à ingenuidade das crianças. O ser humano é só carne e osso e uma tremenda vontade em complicar as coisas. Eu aprendi que aqueles crentes se esfolavam uns aos outros de tanto preconceito e estigmatização e aprendi no dia que perdemos o nosso primeiro filho que estamos sozinhos no mundo.

Não foi culpa do padre, nem da igreja e nem de deus, foi só o triste acaso (…)
Começaram os outros a benzer-se e a rezar e levaram-me para uma cadeira onde me estenderam o crucifixo e esperaram que deus ou o peter pan entrassem na minha vida com explicações perfeitas para o que sucedera.

Esperaram que a vida se prezasse ainda, feita de dor esperança, feita de dor e coragem, feita de dor e cidadania, feita de dor e futuro, feita de dor e deus (…)

 

cropped-logo-2017.jpg

Texto: Valter Hugo Mãe (Excerto)
In: A Máquina de Fazer Espanhóis
Fotografia: Released on: 2017/07/03
© – Nuno Chaves | Fotografia
Pátio do Salema | Lisboa
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

A Redundância do Erro

a redundancia do erro

Sempre que tombamos, fortificamos raízes, Levantamo-nos para cair novamente, Tombamos outra vez, levantamo-nos e voltamos a cair; e a cada vez as raízes vão ficando mais fortes e cada vez mais seguras, resultado da redundância do erro.

A teimosia tantas vezes repetida, apenas gera pessoas incompletas, vagabundos de nós, gente que se veste de trapos e que redundantemente rodopia e rodopia no erro.
não fazem de nós mais fortes ou mais fracos, fazem parte de nós, (são parte de nós) daquela aprendizagem constante que nos prepara para novos erros. Torna-nos mais crescidos e mais espertos (em erros), e lá vamos nós novamente rodopiando até ao chão sempre que esses cabrões decidem pregar-nos nova rasteira.
Que cabrões somos!

Redundância

Erro sim, mas nunca conformados com apenas um, terão de ser muitos, para que nos caiam as asas do sonho, as asas que nos transportam pelos mares da redundância até à queda seguinte (…)

logo

Texto: Nuno Chaves in: A Redundância do Erro (Excerto)
Fotografia: Released on: 2017/07/03
© – Nuno Chaves | Fotografia
Pátio do Salema | Lisboa
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Somos…

“Nós somos feitos de Histórias, não é de «á-dê-énes» nem códigos genéticos, nem de carne e músculos e pele e cérebros.
É de histórias”

 ◊

Frase: Afonso Cruz
In: Os Livros que devoraram o meu Pai

Fotografia: Nuno Chaves © – 2017
In: Lx. Factory

 

cropped-logo-2017.jpg