Fotografia

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Somos…

“Nós somos feitos de Histórias, não é de «á-dê-énes» nem códigos genéticos, nem de carne e músculos e pele e cérebros.
É de histórias”

 ◊

Frase: Afonso Cruz
In: Os Livros que devoraram o meu Pai

Fotografia: Nuno Chaves © – 2017
In: Lx. Factory

 

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LER DEVAGAR

Ler Devagar

E Porque dia 7 de Janeiro foi  o “Dia do Leitor” passei pela Ler Devagar na Lx. Factory, A todos aqueles que gostam de se perder num livro desejo um ano de grandes viagens e novas descobertas e de bons livros para ler.

Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração. Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo – não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendamos ou esqueçamos – vamos regressar.

LER DEVAGAR

Criei-me entre livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó e cujo cheiro ainda conservo nas mãos. Em criança aprendi a conciliar o sono enquanto explicava à minha mãe na penumbra do meu quarto as incidências da jornada

Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte.

Neste lugar, os livros de que já ninguém se lembra, os livros que se perderam no tempo, vivem para sempre, esperando chegar um dia às mãos de um novo leitor, de um novo espírito. Na loja nós vendemo-los e compramo-los, mas na realidade os livros não têm dono.
Cada livro que aqui vês foi o melhor amigo de alguém.

(Excertos do 1º Capitulo de “A Sombra do Vento” | Carlos Ruíz Zafón – 2011)

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Descubra a Ler Devagar a 360º
http://www.svl360.com/virtualtour/lerdevagar/lerdevagar.html

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Absolutely Flawless

 

Escolhi para ilustrar o primeiro post de 2017 uma imagem captada pelo amigo “AA”  numa ida (sempre mágica) à Vila e Serra de Sintra em Novembro passado.

A Imagem retrata um momento de talento puro na arte de  criar  bolas de sabão gigantes. Básico e simples não é?
Com o Avançar dos anos olhamos cada vez menos para o ostentativo e passamos a enxergar mais a beleza dos pequenos quês que começam a ser cada vez maiores aos nossos olhos. (vale mais tarde do que nunca)

Com os anos vamos dando cada vez menos importância à superficialidade da coisa e das coisas com que nos deparamos quase diariamente rejeitando os velhos clichés e as frases feitas. Há quem diga que é falta de paciência, outros chamam-lhe maturidade.

Paz, saúde, amor, dinheiro, trabalho, etc, etc, etc, são os eternos desejos que queremos para nós e que transmitimos aos que estimamos. Com o passar dos anos, vamos-nos apercebendo de que alguns sonhos e alguns desejos nunca se irão realizar. Não é derrotismo… são certezas.
Afinal o que distingue um último dia de calendário dos outros dias do ano? (deixo a resposta ao vosso critério)

O meus desejos? Que possa continuar a desejar-vos um bom ano (por muitos anos). Que vivam cada um como se fosse o primeiro! (porque cada dia e cada ano são isso mesmo, mais tempo e oportunidade de corrigir ou de fazer diferente. de reparar pequenos gestos e de reparar (mais) em pequenos gestos.
Que cada dia possa ser à semelhança da Bola de sabão da imagem, uma bolha de ar que rebentará em novos desejos e sonhos e aprendizagem (sempre)

O meu desejo é o mesmo do ano passado, e do outro e do outro e outro….
2017… (é apenas mais um(a) bolha)
A aventura continua… que seja perfeita então.

Bom dia a todos os que prosseguem…

3 de Janeiro de 2017

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Principio, meio e… principio

It’s time to let it all go, go out and start again

 

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O Impostor

Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são.

“William Shakespeare”

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“O IMPOSTOR”
Fotografia: Released on: 2015/06/17

© – Nuno Chaves | Fotografia
Sintra | Café Saudade
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Apressa-te devagar

É o Passado que dá forma ao mundo
O Futuro não existe

134. Apressa-te Devagar

Frase: Jim Crace in: Morte nas Dunas
Fotografia: Released on: 2015/06/05

© – Nuno Chaves | Fotografia
Carrasqueira | Herdade da Comporta
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Decepções, Silêncios e Milagres

Os nossos melhores sucessos vêm depois das nossas maiores decepções.

“Henry Ward Beecher”

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Silêncio
By MaisMenos
CAIS DO SODRÉ – LISBOA

Tudo o que resta

Uma Multidão não é Companhia
“Francis Bacon”

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Fotografia: Released: 2016
© – Nuno Chaves | Fotografia
Convento do Carmo – Lisboa

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Disfarces

Estamos tão acostumados a disfarçarmo-nos o perante os outros que acabamos por nos difarçarmos a nós próprios.

«Francois de La Rochefoucauld»

Fotografia: Released: 2016
© – Nuno Chaves | Smartphone Captur

Deixei de ter Pressa…

NÃO TE OLVIDES QUE AMANHÃ TRARÁ CLAREZA À NOSSA ESTRADA
Não me esqueças nas palavras que não trocámos

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Não me digas, que todo o tempo que foi nosso esmoreceu,
não me digas , que entre medos e desejos nos perdemos,
não me digas, que o silencio e a distancia são irmãos,
não me digas, que as nossas mãos já se despediram.
E se os paradigmas mudaram,
e o leito deserto se inflama,
e se os teus fantasmas voltaram,
para te consumir o que em ti restei.

não te ausentes por correntes de uma magoa que corroí
não te afastes do que somos nos assombros do acaso
não te olvides que amanhã trará clareza a nossa estrada
oh não me esqueças nas palavras que não trocámos

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Não me digas que recusas sentir falta do meu peito
não me digas que é falácia o que o meu amor grita
não me digas que verás futuro em tudo o que eu não sou
não me digas que aí há luz na sombra da nossa historia
e se os nossos laços quebraram
e o teu teu coração pulsa inserto
e se os teus demónios triunfaram
Para te consumir o que em ti guardei

não te ausentes por correntes de uma magoa que corroí
não te afastes do que somos nos assombros do acaso
não te olvides que amanhã trará clareza a nossa estrada
oh não me esqueças nas palavras que não trocámos

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Fotografias: Nuno Chaves – © 2015
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Sintra 17 de Junho de 2015

Música: Não me Digas | Darko
Álbum: Overexpression – 2016

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79. Acreditar

Cara ou Coroa?

“A escolha é possível, em certo sentido, porém o que não é possível é não escolher. Eu posso sempre escolher, mas devo estar ciente de que, se não escolher, assim mesmo estarei escolhendo.”

Jean Paul Sartre – (1905-1980)
Fotografia: Nuno Chaves – ©2007

 

Cavalo à Solta

29. Cavalo a solta (GP)

CAVALO À SOLTA
José Carlos Ary dos Santos – (1937-1984)

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.

Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.

* *  *

Fotografia: “CAVALO À SOLTA
© 2007 – Nuno Chaves Fotografia
Todos os direitos Reservados