Sobre: Memórias, estórias, instantes e procura

Não desperdices a tua vida e o teu tempo correndo atrás da felicidade, olha ao teu redor e bem perto de ti vais encontra-la nas pequenas coisas.
Nem no teu melhor sonho tão distante, nem num futuro cheio de planos nem na emoção dessa lembrança que o teu coração guardou a sete chaves.
Nem no passado nem no futuro haverá algo mais importante do que aquilo que o presente te poderá dar.
A intensidade e a força do (d)instante

Sempre presente Para sempre. Até sempre!
Nuno Chaves 26 de Junho de 2020

 

2019

“O HOMEM QUE CAMINHA SOZINHO”
Dupla exposição de fotografia
FOTOGRAFIA: Nuno Chaves

Captada em. 21 JUN 2020
📷 Samsung S20

Antiga Estação Sul e Sueste | Barreiro
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

 

© 2020

When stars collide like you and I
No shadows block the sun
You’re all I’ve ever needed
Ooh babe, you’re the one

Moinho Pequeno

O moinho que mói trigo
O moinho que mói trigo
O moinho que mói trigo
Mexe-o o vento ou a água,
Mas o que tenho comigo
Mexe-o apenas a mágoa.

Quadras ao Gosto Popular. Fernando Pessoa. (Texto estabelecido e prefaciado por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1965. (6ª ed., 1973)

2019

“O HOMEM QUE DIZIA ADEUS”
FOTOGRAFIA: Nuno Chaves

Captada em. 17 JUN 2020
ALBURRICA| Barreiro
Moinho Pequeno (requalificado)
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

 

PARA OUVIR: BERNARDO SASSETTI
O homem que dizia adeus

 

© 2020

Momentos Marginais XI

Il parle d’amour
Comme il parle des voitures
Et moi j’l’suis où il veut
Tellement je crois tout c’qu’il m’dit


PATRICIA KAAS
‎– Mon Mec À Moi
Música e Letra: Didier Barbelivien (lyrics)
François Bernheim (music)
Extraído do Álbum:  Mademoiselle chante… (1988)
Género:  Pop / Blues
OUVIR NO: SPOTIFY

Mademoiselle chante...

© 2020

Um pouco mais…

A cada segundo um minuto mais.
A cada minuto uma hora mais
A cada hora uma semana mais
A cada semana um mes a mais
A cada mes um ano mais
A cada ano um dia mais

Um pouco mais.

NUNO CHAVES – 8 de Junho de 2020

“GOSTO DE TI – UM POUCO MAIS”
FOTOGRAFIA: Nuno Chaves
Captada em. 7 MAR 2020
CAIS DE GAIA | Vila Nova de Gaia
Página a Página & Nuno Chaves

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

2019

Ilumina-me
Pedro Abrunhosa & Os Bandemónio
℗ 2007 Universal Music Portugal, S.A.

Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me

© 2020

Desassossegos

Quem éramos? Seríamos dois ou duas formas de um?

Caminhávamos, juntos e separados, entre os desvios bruscos da floresta. Nossos passos, que era o alheio de nós, iam unidos, porque uníssonos, na macieza estalante das folhas, que juncavam, amarelas e meio-verdes, a irregularidade do chão. Mas iam também disjuntos porque éramos dois pensamentos, nem havia entre nós de comum senão que o que não éramos pisava uníssono o mesmo solo ouvido.

Tinha entrado já o princípio do outono, e, além das folhas que pisávamos, ouvíamos cair continuamente, no acompanhamento brusco do vento, outras folhas, ou sons de folhas, por toda a parte onde íamos ou havíamos ido. Não havia mais paisagem senão a floresta que velava todas. Bastava, porém, como sítio e lugar para os que, como nós, não tinhamos por vida senão o caminhar uníssono e diverso sobre um solo mortiço. Era — creio — o fim de um dia, ou de qualquer dia, ou porventura de todos os dias, num outono todos os outonos, na floresta simbólica e verdadeira.

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Que casas, que deveres, que amores havíamos largado — nós mesmos o não saberíamos dizer. Não éramos, nesse momento mais que caminhantes entre o que esquecêramos e o que não sabíamos, cavaleiros a pé do ideal abandonado. Mas nisso, como no som constante das folhas pisadas, e no som sempre brusco do vento incerto, estava a razão de ser da nossa ida, ou da nossa vinda, pois, não sabendo o caminho ou por que o caminho, não sabíamos se partíamos, se chegávamos. E sempre, em torno nosso, sem lugar sabido ou queda vista, o som das folhas que escombravam adormecia de tristeza a floresta.

 

Nenhum de nós queria saber do outro, porém nenhum de nós sem ele prosseguiria. A companhia que nos fazíamos era uma espécie de sono que cada um de nós tinha. O som dos passos uníssonos ajudava cada um a pensar sem o outro, e os próprios passos solitários tê-lo-iam despertado. A floresta era toda clareiras falsas, como se fosse falsa, ou estivesse acabando, mas nem acabava a falsidade, nem acabava a floresta. Nossos passos uníssonos seguiam constantes, e em torno do que ouvíamos das folhas pisadas ia um som vago de folhas caindo, na floresta tornada tudo, na floresta igual ao universo.

Quem éramos? Seríamos dois ou duas formas de um? Não o sabíamos nem o perguntávamos. Um sol vago devia existir, pois na floresta não era noite. Um fim vago devia existir, pois caminhávamos. Um mundo qualquer devia existir, pois existia uma floresta. Nós, porém, éramos alheios ao que fosse ou pudesse ser, caminheiros uníssonos e intermináveis sobre folhas mortas, ouvidores anónimos e impossíveis de folhas caindo. Nada mais.

Um sussurro, ora brusco ora suave, do vento incógnito, um murmúrio, ora alto ora baixo, das folhas presas, um resquício, uma dúvida, um propósito que findara, uma ilusão que nem fora — a floresta, os dois caminheiros, e eu, eu, que não sei qual deles era, ou se era ou dois, ou nenhum, e assisti, sem ver o fim, à tragédia de não haver nunca mais do que o outono e a floresta, e o vento sempre brusco e incerto, e as folhas sempre caídas ou caindo. E sempre, como se por certo houvesse fora um sol e um dia, via-se claramente, para fim nenhum, no silêncio rumoroso da floresta.

FERNANDO PESSOA

FOTOGRAFIA:
“QUEM ÉRAMOS?”

By: Nuno Chaves
Released on: 31 Mai 2020
LX FACTORY | Lisboa
Página a Página & Nuno Chaves
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

© 2020

 

À Margem

I am weak. But I am strong
I can use my tears to Bring you home

I am weak But I am strong
I can use my tears to
Bring you home

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PHOTOGRAPHY:
“À Margem”
By: Nuno Chaves © 2020
Released on: 28 March
CAIS DE GAIA | Vila Nova de Gaia
Página a Página & Nuno Chaves
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Para Ouvir: Garbage – Milk

PÁGINA A PÁGINA – © 2020

Shadows

FOTOGRAFIA: “5:45am”
By: Nuno Chaves
Released on: 28 March 2020
PRAÇA DO COMÉRCIO | Lisboa
Página a Página & Nuno Chaves
PARA OUVIR: Page of Cups

Je suis tant preoccupèe de toi
Speak, understand
Mon amour, my love
Pas tristesse, pas des chagrin
Si tu que m’ai portè
de moi
Mon amour, my love

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#euficoemcasa
 © 2020

Filipe Duarte 1973 – 2020

Para mim um dos melhores da sua geração. Uma noticia que deixa perplexos muitos dos que o viam na televisão, no cinema ou lhe reconheciam a voz nas muitas dobragens nos desenhos animados. Partiu hoje aos 46 anos Filipe Duarte.

Destaco dos seus muitos trabalhos a adaptação à televisão de dois livros que pessoalmente me deram um enorme prazer ler; são eles: Equador baseado no Romance de Miguel Sousa Tavares onde o actor deu vida ao protagonista Luís Bernardo Valença o fictício governador em São Tomé e Principe. E de O Tempo entre Costuras o romance da Espanhola Maria Dueñas numa super produçao da Antena 3 nos tempos em que lisboa fervilhava de espiões  duarante o periodo da 2a grande guerra.

Mais Recentemente Filipe Duarte recriou um dos fundadores do Trumps no filme Variações.

Fica o cliclé de que “não somos nada” e de que a qualquer momento a vida prega partidas como esta. É assim a vida. (Vida tão estranha).

EQUADOR – Trailer

 

2019

PÁGINA A PÁGINA – © 2020

MOSTRENGO

A Prozis criou uma campanha inspiradora que apela a que nesta situação difícil todos nos ultrapassemos. A base do spot, de 80 segundos de duração, é a voz de João Villaret a declamar o poema “Mostrengo”, de Fernando Pessoa, acompanhado por um grafismo forte. O spot veicula a missão da Prozis, que é “Feed your body and mind with everything you need to exceed yourself”. A campanha é mais um  contributo da empresa para reforçar a motivação e inspiração dos portugueses para vencerem o medo criado pela pandemia e começou a 1 de Abril, dia do aniversário da Prozis, que completou 13 anos de actividade. O spot passa na SIC e TVI em horário nobre, duas vezes por dia. A Prozis está também a oferecer diariamente 1000 refeições a hospitais, mais um apoio na luta contra a COVID19.
A Nova Expressão é a agência de meios que planeou e colocou esta campanha, especialmente pensada para o momento presente.

Walk the Line

Num tempo em que nos bastaria um simples gesto de ternura ou apenas um pequeno abraço para aliviar a angústia a dor ou a incerteza, quero pedir-vos que tratem de vós e dos vossos da melhor forma que possam. Uma palavra especial a todos os que estão ou se sentem sós, aos que por via da circunstância estão longe das suas famílias ou das suas casas…. e aos que saem diariamente para trabalhar e que dão o melhor de si e correndo o risco por um pão na mesa.

Esta é uma batalha que todos (sem excepção) teremos de travar. Talvez vos pareça interminável, invencível, mas vai passar. É claro que vai passar.

Para aqueles cujo a perda é irreparável… uma palavra apenas: coragem e força

Em breve voltaremos a ser nós… seremos bem diferentes acredito, mas melhores, muito melhores. Tenho a certeza.

Um abraço a todos. Bem hajam.

Nuno Chaves – 1 de Abril de 2020


FOTOGRAFIA: “WALK THE LINE”
By: Nuno Chaves
Released on: 8 March 2020
PONTE D. LUIZ | Porto
Página a Página & Nuno Chaves
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

#euficoemcasa

2019

WALK THE LINE

There’s so many sounds
That we’ve never heard
Many things your eyes have seen beyond the veil

And when we speak of freedom
Do you hear the words?
Or you had to bite the taste
Of your own strength?

In this life, you’ve got to walk the line
Tell myself
That everything’s gonna be fine
In this life you’ve got to walk the line
And be brave, you’ll make it through one more time

I had a dream one day
To be full and pure
A little birdie came and sang a song to me
She said, we may be in the cage
But the cage is not in us
Don’t you let nobody hold you back

No cage is strong enough to bind me
And God has the perfect timing
And then tomorow your cage is coming
So tomorrow your time is coming

In this life you’ve got to walk the line
Tell myself
That everything’s gonna be fine
In this life you’ve got to walk the line
And be brave, you’ll make it through one more time
In this life you’ve got to walk the line
Tell myself
That everything is gonna be fine

In this life you’ve got to walk the line
And be brave, you’ll make it through one more time

You gotta believe it
I know, I know it’s hard to see
But you gotta believe it

 

© 2020

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