MOSTRENGO

A Prozis criou uma campanha inspiradora que apela a que nesta situação difícil todos nos ultrapassemos. A base do spot, de 80 segundos de duração, é a voz de João Villaret a declamar o poema “Mostrengo”, de Fernando Pessoa, acompanhado por um grafismo forte. O spot veicula a missão da Prozis, que é “Feed your body and mind with everything you need to exceed yourself”. A campanha é mais um  contributo da empresa para reforçar a motivação e inspiração dos portugueses para vencerem o medo criado pela pandemia e começou a 1 de Abril, dia do aniversário da Prozis, que completou 13 anos de actividade. O spot passa na SIC e TVI em horário nobre, duas vezes por dia. A Prozis está também a oferecer diariamente 1000 refeições a hospitais, mais um apoio na luta contra a COVID19.
A Nova Expressão é a agência de meios que planeou e colocou esta campanha, especialmente pensada para o momento presente.

Walk the Line

Num tempo em que nos bastaria um simples gesto de ternura ou apenas um pequeno abraço para aliviar a angústia a dor ou a incerteza, quero pedir-vos que tratem de vós e dos vossos da melhor forma que possam. Uma palavra especial a todos os que estão ou se sentem sós, aos que por via da circunstância estão longe das suas famílias ou das suas casas…. e aos que saem diariamente para trabalhar e que dão o melhor de si e correndo o risco por um pão na mesa.

Esta é uma batalha que todos (sem excepção) teremos de travar. Talvez vos pareça interminável, invencivel, mas vai passar. É claro que vai passar.

Para aqueles cujo a perda é irreparavel… uma palavra apenas: coragem e força

Em breve voltaremos a ser nós… seremos bem diferentes acredito, mas melhores, muito melhores. Tenho a certeza.

Um abraço a todos. Bem hajam.

Nuno Chaves – 1 de Abril de 2020

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FOTOGRAFIA:
“WALK THE LINE”

By: Nuno Chaves
Released on: 8 March 2020
PONTE D. LUIZ | Porto
Página a Página & Nuno Chaves
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

#euficoemcasa

 

There’s so many sounds
That we’ve never heard
Many things your eyes have seen beyond the veil

And when we speak of freedom
Do you hear the words?
Or you had to bite the taste
Of your own strength?

In this life, you’ve got to walk the line
Tell myself
That everything’s gonna be fine
In this life you’ve got to walk the line
And be brave, you’ll make it through one more time

I had a dream one day
To be full and pure
A little birdie came and sang a song to me
She said, we may be in the cage
But the cage is not in us
Don’t you let nobody hold you back

No cage is strong enough to bind me
And God has the perfect timing
And then tomorow your cage is coming
So tomorrow your time is coming

In this life you’ve got to walk the line
Tell myself
That everything’s gonna be fine
In this life you’ve got to walk the line
And be brave, you’ll make it through one more time
In this life you’ve got to walk the line
Tell myself
That everything is gonna be fine

In this life you’ve got to walk the line
And be brave, you’ll make it through one more time

You gotta believe it
I know, I know it’s hard to see
But you gotta believe it

 

 

© 2020 – Página a Página

Lisboa Ainda

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Lisboa não tem beijos nem abraços

não tem risos nem esplanadas

não tem passos

nem raparigas e rapazes de mãos dadas

tem praças cheias de ninguém

ainda tem sol mas não tem

nem gaivota de Amália nem canoa

sem restaurantes, sem bares, nem cinemas

ainda é fado ainda é poemas

fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa

cidade aberta

ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste

e em cada rua deserta

ainda resiste

Lisboa Ainda – 20 de março de 2020, Manuel Alegre

 

 

Manuel Alegre assinalou o Dia Mundial da Poesia, que se celebra este sábado, com um poema inédito chamado “Lisboa ainda”

“Vejo aqui o jardim em frente à minha casa deserto, as imagens das ruas desertas, as pessoas em casa mas a bater palmas aos médicos, aquelas manifestações em Itália. As pessoas que em Lisboa estão em casa e de quarentena, no fundo estão a sobreviver e também a resistir. E aqui tem um papel a cultura, a arte, a música, a poesia, porque eu acho que isto levará a mudanças muito grandes, não só na economia e sociais, mas no nosso modo de vida.”

Para Manuel Alegre, “é uma época que acaba e outra que vem aí”: “O nosso modo de vida vai mudar. E em certas circunstâncias (eu já vivi isso no tempo da ditadura, do fascismo), a poesia, como a música, tocam mais as pessoas, há mais necessidade. Por isso saiu-me o poema, publiquei-o lá na minha página de Facebook ligada à editora, e circula.”

Em casa, como generalidade dos portugueses, Manuel Alegre diz que encara a situação “com espírito de resistência e de resiliência”: “Um espírito que é o meu, já me habituei a isso. Mas não esperava isto, nesta circunstância da minha vida e depois de tudo o que vivi. Mas acho que é também uma lição da natureza, um pouco contra a ideia de omnisciência desta sociedade que sabe tudo, que pode tudo, do egoísmo, do narcisismo, do hedonismo, do culto do dinheiro pelo dinheiro, do poder pelo poder. Afinal, um bichinho que só se vê ao microscópio põe uma civilização de pernas para o ar. E isto é uma grande machadada neste orgulho e nesta soberba de um modo de vida que afinal não é tão forte e consistente como isso. É preciso ter humildade diante dos factos, como dizia um filósofo espanhol.”

(Via Público)

 

FOTOGRAFIA:
“PRAÇA DA FIGUEIRA”

By: Nuno Chaves
Released on: 18 March 2020
Praça da Figueira | Lisboa
Página a Página & Nuno Chaves
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

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