Give me stars to play with

Aprendi tudo ao contrário depois. ser religioso é desenvolver uma mariquice no espírito, um medo pelo que não se vê, como ter medo do escuro, porque o bicho papão pode estar à espreita para nos puxar os cabelos.
Esperar por deus é como esperar pelo Peter Pan e querer que traga a fada sininho com a sua mini-saia erótica tão desadequada à ingenuidade das crianças. O ser humano é só carne e osso e uma tremenda vontade em complicar as coisas. Eu aprendi que aqueles crentes se esfolavam uns aos outros de tanto preconceito e estigmatização e aprendi no dia que perdemos o nosso primeiro filho que estamos sozinhos no mundo.

Não foi culpa do padre, nem da igreja e nem de deus, foi só o triste acaso (…)
Começaram os outros a benzer-se e a rezar e levaram-me para uma cadeira onde me estenderam o crucifixo e esperaram que deus ou o peter pan entrassem na minha vida com explicações perfeitas para o que sucedera.

Esperaram que a vida se prezasse ainda, feita de dor esperança, feita de dor e coragem, feita de dor e cidadania, feita de dor e futuro, feita de dor e deus (…)

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Texto: Valter Hugo Mãe (Excerto)
In: A Máquina de Fazer Espanhóis
Fotografia: Released on: 2017/07/03
© – Nuno Chaves | Fotografia
Pátio do Salema | Lisboa
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

A Redundância do Erro

Sempre que tombamos, fortificamos raízes, Levantamo-nos para cair novamente, Tombamos outra vez, levantamo-nos e voltamos a cair; e a cada vez as raízes vão ficando mais fortes e cada vez mais seguras, resultado da redundância do erro.

A teimosia tantas vezes repetida, apenas gera pessoas incompletas, vagabundos de nós, gente que se veste de trapos e que redundantemente rodopia e rodopia no erro.
não fazem de nós mais fortes ou mais fracos, fazem parte de nós, (são parte de nós) daquela aprendizagem constante que nos prepara para novos erros. Torna-nos mais crescidos e mais espertos (em erros), e lá vamos nós novamente rodopiando até ao chão sempre que esses cabrões decidem pregar-nos nova rasteira.
Que cabrões somos!

Redundância

Erro sim, mas nunca conformados com apenas um, terão de ser muitos, para que nos caiam as asas do sonho, as asas que nos transportam pelos mares da redundância até à queda seguinte (…)

a redundancia do erro

Texto: Nuno Chaves in: A Redundância do Erro (Excerto)
Fotografia: Released on: 2017/07/03
© – Nuno Chaves | Fotografia
Pátio do Salema | Lisboa
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

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Apressa-te devagar

É o Passado que dá forma ao mundo.
O Futuro não existe

 

134. Apressa-te Devagar

Frase: Jim Crace in: Morte nas Dunas
Fotografia: Released on: 2015/06/05

© – Nuno Chaves | Fotografia
Carrasqueira | Herdade da Comporta
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

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#PLAYLIST – 05/2017 | As You Are

You raised the lights when it was frightening
Calmed the storm when it was rising
You found me there where I was hiding
All I have is here and now

 

Amar pelos Dois

Por: TIAGO MARTINS
14 Maio 2017

Nem sempre gostei de jazz. No entanto, uma das coisas boas que advém do passar dos anos, o refinar dos sentidos e consequente incremento do bom gosto. Fiquei fã de jazz.
Claramente, o jazz é uma vertente musical em que a voz é essencial, mais do que noutras. Não obstante, o acompanhamento instrumental, no jazz, este pode ser “dispensável”. Não se trata de cantar a capella, mas sim de que quem CANTA jazz, na realidade tem musica na voz. Não se trata só de musicalidade, mas também de musica na voz, literalmente.
Desde, que vi os irmãos Sobral no Idolos, fiquei com água na boca pelo injusto terceiro lugar da Luísa…talvez a única vez que fiquei com essa sensação de injustiça nestes programas e fiquei realmente com sentimento de frustração por “castrarem” à partida uma voz que ficou em mim. Lamentei, que em Portugal, a Luísa “Jazz” Sobral tivesse pouco futuro e principalmente reconhecimento…por esta altura desejei que a Luísa saisse de Portugal para chegar aos píncaros!!
Felizmente o nível cultural e bom gosto pelas artes aumentou muito nos ultimo anos.
Fiquei extremamente feliz com a realidade do sucesso da nossa Luísa, nacional e internacional.
Não posso dizer que vaticinei o mesmo para o Salvador. Na realidade, não lhe vi o mesmo talento nem arte que observei na Luisa.
Mas este êxito elucidou-me!
E agora posso dizer que tenho ORGULHO nos manos Sobral. Merecem reconhecimento e sucesso.
Estes manos irão ser representantes de Portugal no mundo!!!
 * * *

 

História | Mudar a Página

Num momento em que o personagem volta a desafiar o futuro mudando o rumo, num daqueles volte face em que a dúvida persiste. No caminho leva consigo a esperança de que novas linhas se escrevam.

É apenas o fim de um capítulo; não o fim da história, essa continuará a escrever-se de uma forma ou de outra, num livro que se mantém aberto e com páginas em branco.
Todos temos (novas) páginas a escrever. e histórias e sonhos para viver e para contar.
Que sejam felizes.

Para ti J. com todo o meu Amor.

* Uma pequena paragem no blogue com a imagem da nova casa dos meus livros, com a certeza de que novas histórias continuarão a ser contadas.

#Playlist – 04/2017 | Bloodstain

I’m bleeding out
I’m alright with it
Darling, I’m alright with it
It’s just a bloodstain
I’ve got a little heart, not built for one night
I give it all away even when I know it isn’t right

Novos Vizinhos na Estante – Março 2017

Chegaram 3 novos títulos ás minhas estantes no mês de março de 2017.
Do projecto “Ler faz bem” Voltaire é a aposta para Março sucedendo a Jack London e Orson Welles com uma obra sobejamente conhecida “Cândido ou o Optimismo”.

Pela mão da Amiga MJ um livro que andava há séculos para ler: “Ferrugem Americana”

E para fechar o mês um livro bem ao meu género: espionagem e contra-espionagem. Mais um livrinho de Daniel Silva, que chegou com 50% de desconto.

Deixo as sinopses e as sugestões, boas leituras. Bons livros para ler.

candido-ou-o-optimismo08. CÂNDIDO OU O OPTIMISMO
De: Voltaire
Páginas: 166
Colecção: Ler Faz bem #3
ISBN: 9789898851123

Cândido ou o Optimismo é uma das mais célebres obras de François-Marie Arouet, Voltaire (1694-1778). Publicada anonimamente em 1759 é logo identificado o seu Autor e nesse mesmo ano a obra conhece vinte edições, seguindo a sua fama para Itália e Inglaterra onde é traduzida. Voltaire foi o introdutor de um género de conto que utiliza a ironia para revelar criticamente a realidade do mundo em que vivia: utiliza a ficção como interrogação e os seus personagens agem por vezes em contradição com o senso comum da época. Em Cândido, o seu herói confronta-se regularmente com o optimismo veiculado pelas teorias de Leibniz (o melhor dos mundos possíveis), ou o seu nome não exprimisse precisamente a ideia de candura que o optimismo gera na adversidade através da existência do mal e da justiça divina.

ferrugem americana09. FERRUGEM AMERICANA
De: Philipp Meyer
Páginas: 415
ISBN: 9789722522830

Passado na Pensilvânia, num cenário de grande beleza mas economicamente destruído, é um livro sobre a perda do sonho americano e do desespero – bem como da amizade, lealdade e amor – que dela advêm.
Esta é a história de dois rapazes ligados à cidade pela família, responsabilidade, inércia e beleza, que sonham com um futuro para além das fábricas e das casas abandonadas. Isaac English é deixado a tomar conta do pai depois do suicídio da mãe e de a irmã ter fugido para a universidade de Yale. Quando finalmente decide partir, acompanhado pelo seu melhor amigo, o temperamental Billy Poe, antiga estrela do futebol do liceu, são apanhados num terrível acto de violência que muda as suas vidas para sempre. Ferrugem Americana, evocativa dos romances de Steinbeck, leva-nos ao coração da América contemporânea num momento de profunda inquietação e incerteza quanto ao futuro. Trata-se de um romance negro mas lúcido e comovente, acerca da desolação que se bate com o nosso desejo de transcendência e acerca da capacidade salvadora do amor e da amizade.

o espião improvável10. O ESPIÃO IMPROVÁVEL 
De: Daniel Silva
Páginas: 621
ISBN: 9789722523929

«Em tempos de guerra», escreveu Winston Churchill, «a verdade é tão preciosa que deveria sempre ser acompanhada por um séquito de mentiras.» No caso das operações de contrainteligência britânicas, isto implicava encontrar um agente o mais improvável possível: um professor de História chamado Alfred Vicary, escolhido pessoalmente por Churchill para revelar um traidor extremamente perigoso, mas desconhecido. Contudo, os nazis também escolheram um agente improvável: Catherine Blake, a bela viúva de um herói de guerra, voluntária num hospital e espia nazi sob as ordens diretas de Hitler para desvendar os planos dos Aliados para o Dia D…

Havia um Menino

Havia um menino
que tinha um chapéu
para pôr na cabeça
por causa do sol.

Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas no alto da cabeça.

Por isso ele andava
depressa, depressa
pra ver se chegava a casa
e tirava o tal caracol do chapéu,
saindo de lá e caindo o tal caracol.

Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol era do cabelo.

[Havia um Menino] – Fernando Pessoa
Caligrafia: Beatriz Chaves
Março 2017

#Playlist – 03/2017 | Skin

We bleed ourselves in vain
How tragic is this game?
Turn around, I’m holding on to someone
But the love is gone
Carrying the load, with wings that feel like stone
Knowing that we nearly fell so far now
It’s hard to tell

 

De Filhos para Pais | De Pais para Filhos

I remember when you were all mine
Watched you changing in front of my eyes
What can I say? Everyone has to find their own way
And I’m sure things will work out okay

002

 

Ciclos, que se abrem, que se fecham, que se repetem.
Ciclos que morrem, que renascem, que são imortais

Manterei o brilho que te guia, com a mesma intensidade com que brilhas e iluminas a minha vida.

19 de Março de 2017

 

Os Dias…

Para que servem os dias ?
Os dias são onde vivemos.
Eles vêm, acordam-nos
Um dia depois do outro….
Servem para sermos felizes;
Onde podemos viver senão nos dias?

” O Começo do Recomeço”
Fotografia: Released on: 2008/07/06
© – Nuno Chaves | Fotografia
Lisboa | Parque Eduardo VII
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Texto: Philiph Larkin

Momentos Marginais (10) – Salvador Sobral

Eu sei, que não se ama sozinho
talvez devagarinho possas voltar a aprender
Sem fazer planos, do que virá depois
O meu Coração pode amar pelos dois